19/06/2010

CIÊNCIA E FÉ PODEM CAMINHAR JUNTAS


Palavra ministrada na Faculdade de Araxá ligada à UFU, em mesa redonda sobre “células tronco”

Sou grato à Betinha pelo convite para participar deste evento especial. Creio que este tempo não será um tempo perdido. Está aqui um povo tocado pelo desejo de saber mais. Pelo desejo de conhecer o novo. Pela curiosidade que o move para coisas mais altas.
Para começar, eu quero expressar minha fé e esperança na Ciência como cooperadora na edificação da obra de Deus.

1 - Um dos múltiplos desejos que mantém o homem vivo é o desejo do conhecimento. Miserável a nação que anda nas trevas do desconhecimento. Será sempre uma nação manipulada pelos mais espertos. Em um de seus livros, a Bíblia traz uma acusação séria de Deus: "... o meu povo é destruído porque lhe falta conhecimento". Se ele puder ser ouvido, esta mesma acusação ele faz a nós, neste 2008.

Não tenho dúvida nenhuma que o século 21 será, em semelhança ao século 20, marcado por uma forte influência da ciência na vida das pessoas. Em qualquer área do conhecimento, mas principalmente aquela que se relaciona com as biotecnologias, já temos experimentado um avanço extraordinário. No que diz respeito aos avanços na área da genética, o fluxo de novas informações é tremendamente alto. O quanto esse conhecimento cresceu desde a descoberta que fizeram sobre a estrutura do DNA.

2 - Hoje, o que mais nos chama a atenção é a grande expectativa para a cura de determinadas doenças a partir da pesquisa com células-tronco embrionárias. Essas células podem se transformar em qualquer um dos tecidos humanos. Doenças neuorológicas degenerativas, como o Parkinson ou Alzheimer; doenças musculares, como a distrofia ou paralisias; males como a paraplegia ou tetraplegia, ou o diabetes entre outros, poderiam ser resolvidos a partir das células-tronco. Por isso essas células são as mais cobiçadas pelos geneticistas e o alvo de uma intensa discussão bioética. Esta discussão se tornou uma batalha da ciência contra, em especial, a Igreja, Católica, vista como inimiga retrógrada da ciência e até mesmo como adversária da vida. E cada vez mais cresce o debate em torno de quando começa a vida, particularmente a vida biológica e como fazer experimentos com células-tronco embrionárias, já que com relação às células-tronco adultas há tranqüilidade. Duas questões fortes estão presentes: até que ponto podemos dispor da vida humana e se todo conhecimento científico que temos hoje nos legitima a usá-lo.

Diante desta posição, aparentemente fundamentalista e cruel da igreja, o ateu reforça o seu ateísmo, os “não-religiosos” levantam seus punhos, os políticos montam seus palanques, os historiadores pequenos abrem os arquivos da triste história do passado, os fiéis se sentem perdidos e ambivalentes em suas posições. Ou mais, nossos conceitos intelectuais de vida estão sendo sacudidos e nossos preconceitos irracionais estão se aflorando. Há uma guerrinha da Ciência versus Fé, da Ciência versus Deus, da Ciência versus Igreja. Eu arriscaria a dizer: há uma guerrinha do significado da ciência versus o significado de Deus. E as pedradas maiores estão sendo lançadas mais sobre a Igreja Católica.

3 - Não é minha intenção e esforço convencer ninguém de nada, a não ser a de que Deus está no governo de todas as coisas e de todas as pesquisas. Ele ama a curiosidade do homem. Ele ama a pesquisa.

Deus ao criar o homem não criou para ele um boneco eletrônico que Ele pudesse manipular à sua vontade, ou com que Ele pudesse brincar. Mas criou um ser superior a toda e qualquer criação que, também pudesse, em liberdade, descobrir e criar, assumindo a responsabilidade de seus atos. Deus respeita a liberdade do homem que Ele criou, sem abandoná-lo, sem deixar de falar, de exortar e de abrir oportunidades para que ele não se perca por falta de conhecimento. Ao Senhor Deus agrada o homem pesquisar: “Buscai e achareis”. Está escrito na Bíblia que Deus deu a um a palavra da sabedoria, a outro, a palavra da ciência, a outro, a fé, a outro dons de curar... - 1 Coríntios 12:8-9.

A Igreja cristã – católica ou evangélica – tem o seu código maior de ética, a Bíblia, ou como comumente chamamos Palavra de Deus que é "viva e eficaz, e mais cortante que a espada de dois gumes, e que penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas" - Hebreus 4:12. Como qualquer entidade que tem seu código de ética, a fidelidade da Igreja é cobrada sempre. O que estou querendo dizer? É que o meu papel neste debate não é o de querer convencer, “na marra”, os senhores de minhas convicções. Mas, com base no meu código, ajudar na reflexão sobre a complexidade da vida.

4 - E eu quero dizer: a crença em Deus e em sua Palavra pode ser uma opção completamente racional e que os princípios da fé são, na verdade, complementares aos da ciência. Creio no que disse Albert Einstein: “a ciência sem a religião é manca; e a religião sem a ciência é cega”. Eu, particularmente, considero que a medicina e a ciência de um modo geral são fruto da graça comum de Deus para o bem dos homens. E, neste particular, estaria o uso das células-tronco para a cura de múltiplas doenças. A argumentação contrária é a de que o homem estaria criando vida, atributo que pertence a Deus. Pela carência de uma certeza consistente, os preconceitos de ambos os lados estão na base da discussão. Na raiz dos preconceitos, muitas vezes, está a ignorância congênita ou a ignorância voluntária. Precisamos de cuidados, porque discussões movidas a emoções sufocam a racionalidade das pesquisas.

5 - No primeiro semestre do século 21, a humanidade atravessou uma ponte rumo a uma nova era de tremenda importância. Ao mundo inteiro foi apregoando que o primeiro rascunho do Genoma Humano havia sido concluído.

O líder do Projeto Genoma Internacional, Francis S. Collins, estava junto com o presidente Bill Clinton, no grande anúncio. Em certo momento, Clinton, em seu discurso, chamou a atenção, quando disse: “Hoje, estamos aprendendo a linguagem com a qual Deus criou a vida. Ficamos ainda mais admirados pela complexidade, pela beleza e pela maravilha da dádiva mais divina e mais sagrada de Deus”.

Francis Collins se assustou ao ouvir, naquele momento, uma referência religiosa tão espalhafatosa. Acontece que ele, líder do projeto genoma havia trabalhado no discurso de Clinton. Só restou a ele concordar e dizer: “É um dia feliz para o mundo. Para mim não há pretensão nenhuma, e chego mesmo a ficar pasmo ao perceber que apanhamos o primeiro traçado de nosso manual de instruções anteriormente conhecido apenas por Deus”.

Hoje, perguntamos: Por que um presidente e um cientista, no comando do anúncio de marco da Biologia e da Medicina, se sentiram impelidos a evocar uma conexão com Deus? Não existe um antagonismo entre a visão científica e a visão espiritual do mundo, como esta quase guerra entre igreja e ciência na questão da pesquisa das células-tronco? Quais os motivos para evocar Deus nesses dois discursos? Poesia? Hipocrisia? Uma tentativa cínica de bajular as pessoas religiosas ou de desarmar as que talvez criticassem o estudo do genoma humano como se este reduzisse a humanidade a um maquinário? Não. Francis, o cientista, tinha consciência que a experiência de mapear a seqüência do genoma humano e descobrir o mais notável de todos os textos foi, ao mesmo tempo, uma realização científica excepcionalmente bela e um momento de veneração.

Muitos, por falta de conhecimento dos dois mundos – o da ciência e o da fé – ficam por entender como um cientista que trabalha com rigor não possa também acreditar seriamente em um Deus. Mas este cientista sério e crente sabe que a crença em Deus pode ser uma opção completamente racional e que os princípios da fé, são na verdade, complementares aos da ciência.

6 - Nos tempos modernos brasileiros, a síntese das visões cientifica e espiritual do mundo é tida por muitos como impossível. Pesquisas, porém, mostram que esta relação não é tão absurda. Ou seja, a ciência e a religião talvez não estejam tão claramente separadas quanto parece. Pessoalmente, não gosto muito do termo “religião”. Religião tem sido causa de morte de muitos valores, como foi ela que matou Jesus Cristo, de distorções do caráter, de tremendas hipocrisias e invencionices confrontantes com o Deus da Bíblia. Um dos causadores, no Brasil, da cultura da corrupção e da criminalidade, é ele ser mais religioso que cristão! Eu prefiro, neste momento específico, os termos mundo da ciência e mundo do espírito.

A guerrinha em que estamos envolvidos ou assistindo é, no fundo, não a ciência contra a igreja, mas, sim, o mundo natural contra o mundo espiritual, o mundo da descoberta científica contra o mundo da revelação. E esta batalha somos nós que a criamos. Porque para Deus é muito bom que o homem da ciência coopere com Ele para o bem estar de suas criaturas. Todavia, não há como negar: bombas são jogadas de ambos os lados e os perdidos, por falta de conhecimento, entram nesta batalha com afirmações inconseqüentes. Por exemplo, a do evolucionista Richard Dawkins: é preciso ser ateu para acreditar na evolução. Eis uma de suas diversas afirmações estarrecedoras: “A fé é a grande enrolação, a grande desculpa para fugir da necessidade de pensar e de avaliar as evidências. [...] A fé, por ser uma crença que não se baseia em evidências, é o principal vício de qualquer religião”.

Do outro lado do debate, determinados fundamentalistas religiosos – novo nome para radicalistas e conservadores - atacam a ciência, condenando-a de perigosa e não confiável, e apontam uma interpretação ao pé da letra dos textos sagrados como única forma crível para discernir a verdade científica.

7 - Este clima de antagonismos faz com que vários observadores sinceros se sintam confusos, culpados, amaldiçoados e desanimados. Pessoas de bom senso concluem ter a obrigação de escolher entre duas posições extremas, sem esperança de consolo. Decepcionados, muitos optam por rejeitar tanto a confiabilidade das conclusões científicas como o valor da religião organizada, preferindo às diversas formas de pensamento anticientífico ou a alguma forma vazia de espiritualidade, ou se entregar ao nada. Outros decidem aceitar, ao mesmo tempo, os valores da ciência e os do espírito, porém, sem compromisso com a vida. Com base nessas premissas confusas, o biólogo Stephen Jay Gould acreditava que ciência e fé deveriam ocupar “ofícios separados, e não sobrepostos”. Contudo, esse tipo de posição leva a conflitos internos e destitui as pessoas da oportunidade de adotar a ciência ou a fé de um modo que as satisfaça totalmente.

8 - Eis aqui uma pergunta: nesta era moderna de tantos fatos polêmicos como aborto, eutanásia, doação de sangue, morte cerebral, clonagem, cosmologia, evolução, genoma humano e, agora, células-tronco e manipulação de embriões, será que ainda existe a possibilidade de uma harmonia satisfatória entre o científico e o espiritual? Eu respondo que sim! Não há conflitos entre ser um cientista que age com severidade e uma pessoa que crê num Deus que tem interesse pessoal em cada um de nós. O domínio da ciência está em explorar a natureza. Isto é vontade de Deus. Para isto Deus deu a alguns o dom da ciência. O domínio de Deus encontra-se no mundo espiritual, um campo que não é possível esquadrinhar com os instrumentos e a linguagem da ciência; deve ser examinado com o coração, com a mente e com a alma – e a mente deve encontrar uma forma de ajuntar os dois campos.

Vou fazer uma afirmação que pode causar estranheza. Nada que o cientista descobre é novo. Tudo já existe no mundo espiritual. O cientista, simplesmente, torna visível o que é invisível. A realidade está no invisível. O visível tem durabilidade limitada. A Bíblia afirma: Nós vivemos por fé e não por vista. Isto tem cheiro de filosofia, mas é bíblico. A Bíblia não filosofa. Bem-aventurado é o cientista que consegue transformar em realidade o que está oculto em Deus, desde a eternidade. O cientista é um homem de Deus a serviço da vida. É nele que o cientista vai pesquisar o significado da vida.

9 - É possível, sim, ciência e espírito coexistirem em qualquer indivíduo. Este fato é graça para a experiência humana. A ciência é a única forma confiável para entender o mundo da natureza. E as ferramentas científicas, quando utilizadas de maneira adequada, podem gerar profundos discernimentos na existência material. A ciência, entretanto, é incapaz de responder a todas as questões existenciais. Uma das necessidades mais fortes da humanidade é encontrar respostas para as questões mais profundas, e temos de apanhar todo o poder da ciência e da fé, para buscar a compreensão tanto daquilo que vemos como do que não vemos. Na Bíblia há uma afirmação que resume o que estamos dizendo: “... o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, pois lhe parecem loucura, e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente. Mas o que é espiritual discerne bem a tudo, e ele de ninguém é discernido” – 1 Coríntios 2:14-15.

Eu li em algum lugar uma afirmação própria de um ateu: “nenhum cientista pensante poderia cogitar seriamente a possibilidade de Deus sem cometer um tipo de suicídio intelectual”. Pode pensar, sim. Há muito cientista sério, acima de muitos phds, que pensa seriamente na possibilidade de Deus presente em suas pesquisas e continua intelectualmente muito vivo. Além do mais, a sua intelectualidade não veio dele, veio do Alto.

10 - Meus amigos, quero como um cristão, expressar um desejo. Um dia, fé e ciência hão de celebrar o grande acordo daquilo que hoje tem gerado dúvidas na sociedade porque as partes se degladiam irracionalmente. E será uma celebração madura, sem ingredientes emocionais, sem o uso e o abuso da miserabilidade das enfermidades e das deficiências físicas, sem narizes tortos e, principalmente, sem manipulações políticas e econômicas. Infelizmente, a maioria de todos os processos de pesquisa para dar graça e vida aos cansados e atribulados, se deixa contaminar por fortes interesses políticos e econômicos. Isto é um ingrediente maldito que contamina e corrompe todo propósito social, inicialmente, bem intencionado. Mas, enquanto a ciência continua investigando o que há de natural na célula-tronco, a fé continua buscando respostas a diversas questões espirituais que cercam esta saudável e abençoada pesquisa.

Vamos juntos nesta!
Por: Pr Euler P. Campos

A SEXUALIDADE É PARA OS ROMÂNTICOS

Tudo que, até agora, falamos, se não for experimentado pelo ESPÍRITO DO ROMANTISMO, vai cansar. Se desgastar. Enjoar. E morrer. É o romantismo que energiza todo o processo sexual entre marido e mulher. É o que dá alma, o que esquenta a vida conjugal.
No Novo Dicionário Aurélio, sexualidade é definida como o “conjunto dos fenômenos da vida sexual”.
Ambiente de sexualidade - O AMBIENTE DE SEXUALIDADE capaz de impregnar toda a vida de toda a casa e todos que nela moram é aquele, onde o relacionamento entre as pessoas leva à aprendizagem dos componentes da vida sexual, sem traumas. Sem doenças. Onde se vive a espontaneidade de expressão de toques e palavras carregadas de carícias. Onde os erros são acertados no amor. Onde as virtudes e os valores são estimulados e reforçados. Onde as pessoas são ativas no compartilhamento. Onde, a cada dia, um vento novo entra pela janela adentro.
Depois do que tanto falamos, que fique claro o seguinte: É necessário e importante ver a relação sexual entre casais dentro de um horizonte maior do relacionamento em uma casa.
Os vários aspectos físicos, morais, religiosos da relação sexual são de competência de especialistas. Não sendo especialistas, nós nos arriscamos a palpitar sobre isso. O desempenho e satisfação da relação sexual entre duas pessoas não está na força, na saúde e na capacidade dos órgãos genitais e no forte poder de sedução. Os animais também se relacionam sexualmente. E alguns têm uns bons “chifres”...
Mas o prazer construtivo de uma relação sexual entre duas pessoas está na saúde. Na capacidade das pessoas se relacionarem sem medo. Sem preconceitos. Como pessoas emocionalmente saudáveis. Na liberdade, sem apelações e sem culpa. Toda a casa é uma casa de relacionamentos construtivos e enriquecedores.
Quando Aurélio traduz sexualidade como “conjunto dos fenômenos da vida sexual” facilita o que queremos dizer. A sexualidade envolve todas as manifestações sadias do corpo, da alma, e do espírito. A sexualidade é fruto de um clima, de uma ambiência familiar, onde se dão contínuas trocas de pele com pele De sensibilidades físicas. De extravasamento de emoções e sentimentos. Os sentimentos não são reprisados!
Tudo na mulher e no homem – corpo, emoções, sentimentos, imaginação - quando se propõem a estarem e a serem juntos, se torna cúmplice no seu relacionamento sexual. Até os órgãos genitais se tornam livres – sem culpa e sem maldições – para a sua função, dentro do relacionamento saudável de alma e espírito.
Nesta visão de uma casa toda saudável – não só o quarto – é que se pode ver o sexo no casamento como:

• MOMENTO DE DESFRUTE – “o marido pague à mulher o que lhe é devido, e da mesma sorte a mulher ao marido” - 1 Coríntios 7:3.
• MOMENTO CRIATIVO – “frutificai e multiplicai-vos” - Gênesis 1:28.
• MOMENTO DE COMUNICAÇÃO pelo toque, pelo beijo e pela palavra – “Conheceu Adão a Eva, sua mulher, e ela concebeu e deu à luz” - Gênesis 4:1.
• MOMENTO DE PRAZER CONJUGAL - “Use bem essa bênção que você recebeu, a capacidade sexual. Aproveite o prazer que ele pode lhe dar através do amor de sua esposa. Ela deve ser sempre para você a mulher mais bela e encantadora! Os abraços e carinhos de sua esposa devem ser o seu prazer, a sua satisfação total” - Provérbios 5:18-19 – A Bíblia Viva. Atenção! Quem fala isto é o Espírito Santo de Deus!...
• UMA EXPERIENCIA DE DAR – na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na vitória e no fracasso. Paulo, ao falar do casamento, em 1 Coríntios 7:1-5, deixa claro que a relação sexual traz o recado da doação.

Sexualidade é romance – Quando arriscamos ou somos chamados a fazer uma autópsia de casamentos, quase sempre encontramos o mesmo padrão. O casal começa apaixonado. Isso os leva a se aproximarem e eles se casam. Durante o namoro, noivado e os primeiros anos de casamento, eles têm bastante intimidade física e um tanto de intimidade emocional. Eles são movidos pelo combustível dessa grande explosão inicial de hormônios e química, por quatro a dez anos. Depois começam as dificuldades. O combustível parece acabar.
O que quisemos passar hoje foi a mensagem de que é possível “voltar ao primeiro amor”, com criatividade. Com aproximação. Sem culpa. Sem medo. Sem vergonha. Tudo o que Deus fez é bom. se é bom para Deus, é bom para nós. E queremos, agora, apresentar mais um ingrediente capaz de impulsionar o seu casamento para frente. Muita coisa pode ter acontecido em sua vida que tentou roubar, matar e destruir sua vida conjugal, seu casamento. mas você sabe que pode descobrir caminhos de vida e de vida abundante para sua vida conjugal. Pois bem, o caminho é o ROMANCE .
Penso que todos se lembram daquela antiga série de televisão “Casal Vinte”. Talvez tenha sido o programa mais romântico da história da televisão. As estrelas eram Robert Wagner e Stefanie Powers, formando um casal rico, lindo, casado e que solucionava crimes em seu tempo livre. Em tudo que eles viviam nos filmes, uma coisa chamava a atenção: era a qualidade do seu relacionamento. Ao menos na televisão, eram duas pessoas profundamente apaixonadas. Incrivelmente românticas.
Em cada programa, o romance entre os dois era o tema principal. Eles surpreendiam um ao outro com cartões e presentes. Jantavam à luz de velas. Acariciavam um ao outro freqüentemente e com bom gosto. Devem ter-se beijado no mínimo quarenta vezes por episódio. Expressavam seu amor verbalmente o tempo todo. Havia muitos “eu te amo”. Estavam sempre dizendo coisas românticas, sentimentais, um ao outro.
Não sei, mas para alguns de nós aqui, falar de romance no casamento, soa esquisito aos ouvidos. Para alguns, romance tem gosto de feminice, de pieguice, bobagem, imaturidade, desnecessário. Por isso você se acostumou a um casamento pobre, frio, enfadonho, desapaixonado e estéril. Isto é sadismo!...
Apesar de você ter estes pensamentos, vou apresentar algumas sugestões que podem contribuir para o romantismo do seu e do meu casamento. É o que muitos conseguem fazer “na boa”, sem constrangimento. Sem medo de serem felizes:

• Sair uma vez por semana com um programa diferente. Sair da rotina.
• Se esqueceu, aprender a andar de mãos dadas.
• Caminhar fora de casa, apreciando a natureza.
• Criar momentos para dançar ao som de músicas românticas.
• Dar-se o direito de juntos, assentados um ao lado outro, assistirem filmes românticos ou no cinema ou alugados.
• Exercer a criatividade e promover jantares à luz de velas ou em um restaurante discreto, retirado ou mesmo na sua casa.
• Mandar flores acompanhadas de uma carta ou de um cartão. Toda mulher gosta de receber flores.
• Dar uma escapulida de fim de semana, desligando-se de telefones, interfones. É um escape romântico das tensões e rotinas da vida. Longe dos filhos. Longe do trabalho. Longe dos vizinhos.
• Dizer um ao outro o que é romântico.

É claro que existem outras sugestões. É possível que alguns aqui já façam isso e muito mais e muito bem. São procedimentos que alimentam a vida conjugal. Que levam o casamento a bodas de prata, bodas de ouro, bodas de diamante... Que fazem da vida conjugal uma experiência gratificante para os dois e uma escola para os filhos. Os filhos lucram muito, quando vivem dentro deste clima romântico e maduro de sexualidade.
Em 1 Corintios 11:28, Paulo alerta: “... que um homem deve examinar-se cuidadosamente a si próprio, antes de comer o pão e beber do cálice”. Paulo está exortando para que a participação na ceia do Senhor – que é o sinal do relacionamento íntimo com Jesus – não seja de “forma indigna” - 11:27. Parodiando estas palavras, poderíamos dizer: “Procure o marido examinar-se continuamente a si para que o relacionamento a dois – mais especificamente o relacionamento sexual mais íntimo – seja sem condenação e culpas”.
Isto é possível. E, desde que haja o entendimento da idéia de Deus para a intimidade no casamento: UMA SÓ CARNE. Uma só carne significa a união completa de um homem e uma mulher no físico – dois corpos; no emocional – duas mentes; no espiritual – duas almas.

CONCLUSÃO

Para terminar gostaria de ler um escrito tirado do livro “Amar Pode Dar Certo” de Roberto Shinyashiki, com o título “Romance: Ciência do Belo”
“Há quem diga que o romance é fantasia. Não se é real. É coisa de adolescente. Que é bobagem preocupar-se com ele. Que é supérfluo. Lamentável engano para quem pensa assim.
Por que será que você precisa embelezar-se mais para uma festa. Preparar um prato diferente para um jantar especial. Embrulhar com papel bonito um presente. Colocar flores na mesa. Pendurar um quadro na parede e tantas outras providências, que podem parecer supérfluas e que pode, no entanto, tornar mais belo o espaço e as relações? Romancear um amor é tão importante quanto tê-lo. E muito da riqueza de estar com alguém é a possibilidade de sonhar juntos. Quando as pessoas começam a ler um romance de amor, estão, na verdade, adquirindo uma passagem para uma viagem através de seus sonhos amorosos. E não há quem não se identifique, de alguma forma, com um personagem do romance, que não tenha lá no seu íntimo, vontade de viver uma experiência igual.
É possível transformar em realidade o que se sonha nas leituras.
A beleza faz parte da vida. E qualquer um pode aprender a ser romântico.
O amor vai ficar, com certeza, mais colorido!
Quando se vive, romanticamente, uma relação, o corpo fica mais iluminado com as cores do amor. A poesia vem ao encontro do peito. O coração explode em flores pelo ser amado. Não há despedida: guarda-se o outro no coração.
O romance convida a falar manso. Olhar, profundamente, nos olhos. Acariciar a pele com suavidade. Abraçar carinhosamente. Diminuir o ritmo. Pensar no amor. Ficar mais gentil interno e apenas falar e escutar palavras bonitas.
O romance é isso e muito mais. Então, por que é tão pouco usado? Por que os amantes não fazem mais poesias? Por que não falam com mais freqüência “eu te amo”? Por que não são, por alguns momentos, menestréis?
O respeito pelo nosso lado romântico leva-nos a cantar versos tais como: “Gosto de você, continuo a gostar”. “Senti saudades”.
O hábito de presentear, que não implica coisas materiais de alto valor, é um testemunho do romance. Mas não podemos fazer uma oferta qualquer! Precisamos ofertar algo que dê prazer a quem recebe. Quer seja uma simples palavra, quer uma flor, ou um elogio que gratifique os ouvidos de quem escuta.
Precisa ser algo que fale da individualidade, do núcleo essencial da pessoa. Que enriqueça a substância do seu ser. O presente romântico é um elo que une os corações dos amantes.
Um presente muito especial é a lembrança, pois os esquecimentos são fatores destrutivos numa relação de amor, mesmo os mais sutis, como uma data significativa, um “até logo”, ao sair de casa e um beijo ao chegar. O romance impede o esquecimento. Mantém vivo o desejo de sonhar com o ser amado.
O romance ajuda a agradecer ao outro tudo o que ele ajuda a despertar dentro de nós e desenvolve nossa capacidade de ver, no ser amado, a pureza e a ingenuidade de alguém que, como nós, quer viver em amor. O romance ajuda a ver, em cada encontro, esse ser radiante florindo um novo momento.
Ser romântico é conseguir ver, na pessoa que se ama, o encanto que reside em si.
Ser romântico é ter coragem de cantar o amor. É ter coragem de elevar o outro à condição de rei ou de rainha, sem ser súdito. É ver, na beleza do brilho dos olhos do ser amado, mais intensidade que os raios do sol, embora, para outra pessoa qualquer, isso passe desapercebido.
Quem gostaria de, embaixo de uma xícara do café da manhã, ou sobre a mesa de seu gabinete de trabalho, encontrar um envelope e poder ler algo assim:

Neste momento, penso em você
e então quisera me transformar
em vento.

E se assim fosse,
chegaria agora
como brisa fresca
e tocaria leve sua janela.

E se você me escuta
e me permite entrar,
em você vou me enroscar
quase sem o tocar.

Vou roçar nos seus cabelos,
soprar mansinho no ouvido,
beijar sua boca macia,
e embalar no meu carinho.

Mas eu não sou vento...
agora sou só pensamento
e estou pensando em você.

E se abrir sua janela,
eu estou chegando aí,
agora... neste momento,
em pensamento.. .no vento”.

Por: Pr Euler P. Campos
19/06/2010

15/06/2010

QUALQUER UM

À noite ele se chama “Qualquer Um”. Mas, de manhã, antes da cachaça, o nome do homem é José das Graças. José das Graças, casou embriagado de cachaça com uma mulher embriagada de amor. O nome da mulher é Teresa Maria das Graças. Um dia ele envolveu Teresa no cheiro da cachaça. E gerou Zezinho das Graças que ficou sendo chamado Zezinho, filho de Teresa com José da Cachaça. Saía de manhã com o nome de José das Graças. E voltava à noite - quando voltava - Com o nome de “Qualquer Um”. Bêbado não tem nome perde o nome.... Perde a identidade entre a gente da cidade. Bêbado não é homem. Não é gente... Não é marido. Não é pai. É qualquer um para qualquer um. A cachaça fazia de José um homem sem nome... Sem dinheiro... Sem cara... Sem casa... Sem lugar... Sem confiança... Sem vontade... Sem esperança Um homem sem raça... Um caso perdido. E, para a galera... Um caso divertido. A cachaça fazia de José m homem sem serviço... Sem compromisso... Sem sossego... Sem emprego. Um marido sem mulher... Sem um amor sequer... Um pai sem filho... Sem nenhum brilho. Mas, ainda havia Teresa. Que se fazia de sua única certeza. A mulher que maltratou sua beleza. Para amar José das Graças Sendo sua mulher de graça. Também nos dias da cachaça. Aos poucos ia-se tornando. A Teresa Maria sem Graça E Teresa Maria das Graças. Para o senhor “Qualquer Um” Valia menos que um copo de cachaça. Teresa só servia todo dia como lavadeira... Como cozinheira... Como passadeira. E... Como escarradeira. Escarrando cachaça em Teresa, Gerou Zezinho das Graças. A única graça da Teresa. E Zezinho com Teresa sozinha crescia, a cada dia. Em idade, estatura, e “sem graça” como filho de José da Cachaça. Todo dia José saía para a cidade. Para uma responsabilidade. E toda noite voltava quando voltava –... Encharcado.... Dopado... Drogado... Desfigurado... Sem raça... E sem graça de tanta cachaça. Todo fim de semana. O senhor “Qualquer Um” chegava em casa... Trocando pernas... Batendo cabeça... Enrolando a língua... Sem dinheiro... Sem serviço... Sem compromisso. Embora sendo José da Cachaça. Ele gostava do Zezinho das Graças Mais do que de Teresa que sujou sua beleza na cachaça do José. Foi, de noite, num sábado. Esperança de domingo. Esperança da família na mesa. José saiu cedo. Deixando a Teresa e o Zezinho Sozinhos e com medo. Para viver o seu dia- sábado é o dia do bêbado – Às vezes, hoje, o dia do bêbado já começa na sexta - E depois que José saiu Zezinho acordou quente... Doente, muito diferente. E naquele sábado Teresa, mãe de Zezinho ficou sozinha, como a mulher do “Qualquer Um”... Sem amigo algum... Sem dinheiro nenhum... Sem qualquer pão... Sem qualquer remédio. Ficou sozinha Amargando, abandonada, A amargura do sem nada. Na hora que “Qualquer Um” divertido, fazia graça Com o litro de cachaça A morte tirava a única graça da sua casa: Zezinho morria diferente, frio e de repente Com Teresa, somente Sem avisar o pai. Um caixote uma vela um velório uma reza muitas lágrimas. Lágrimas só de Teresa. Já muito noite o José da Cachaça chegou como “Qualquer Um”... Cantando ... Tropeçando... Cuspindo... Escarrando... Xingando... Rindo... Chorando. A cachaça... Canta... Ri... Chora... Tropeça... Cuspe... Escarra... Xinga Viu no velório uma festa - para o bêbado o que é triste é festa – Riu do Zezinho dormindo na morte. Riu da tristeza da Tereza.
Deu gargalhada. Achando graça. E babando sobre o corpinho do Zezinho. Rindo... Dando gargalhada... Achando graça do que não tinha graça... Vomitando cachaça
“Qualquer Um” dormiu naquele sábado. O sono do bêbado... Sem ver Zezinho morrer
... Sem ver Teresa chorar e sofrer... Sem ver Zezinho partir. Sem serviço Sem compromisso José das Graças levantou-se. Foi ao bercinho beijar Zezinho Com um beijo seco de pai. E Zezinho não estava lá. Zezinho saiu de casa. Mudou para o céu. Foi para a casa do grande Pai. Sem poder se despedir do seu pequeno pai. Que o gerou, na cachaça. A casa do José das Graças perdeu sua única graça. E só ficou Teresa com a tristeza de mulher ferida doída. Sem marido com a alma sem beleza. E sem o único brilho dos olhos do filho. José da Cachaça machucado e calado catou uma a uma, sem deixar nenhuma, todas as garrafas vazias esvaziadas naqueles dias. Jogou todas dentro do saco de linhagem rasgado e sujo de forragem. E saiu para a rua... Nua sem luz... Sem sol... Sem gente. E sem Zezinho. Caminhou tropeçando. E chorando. Tropicando E soluçando tonto zonzo e gelado de tanta dor sem o queimor da cachaça. Teresa, sua única certeza morta na beleza carregando o coração rasgado, machucado de tristeza. E cheio de toda a frieza de tamanha dor do vazio de mãe sem filho Vinha atrás, abraçando um resto de flor Andando em zique-zague pisando nos passos tontos de José da Cachaça que carregava garrafas vazias. No saco sujo de linhagem. José da Cachaça Sem cachaça e sem a graça do Zezinho andava tropicando e tropeçando. Caminhava desajeitado e pesado de garrafas vazias naquelas ruas vazias: Vazias de luz... De sol... De gente... De vida. Vazias do Zezinho. O filho de Teresa com José da Cachaça. Tropeçando uma última vez entrou de vez no pátio escuro... Sem muro... Sem luz... Sem sol... Sem gente. Naquela manhã escura só havia sepultura. Teresa, sua única certeza carregando no coração rasgado. E sujo de tanta tristeza. Toda frieza de tanta dor e abraçando restos de flor em silêncio mostrou com o dedo ali no chão. O bercinho de terra onde Zezinho, sozinho dormia escondido do José da Cachaça. José da Cachaça cansado amarrotado no corpo e na alma tirou uma a uma - sem deixar nenhuma -Todas as garrafas vazias esvaziadas naqueles dias. E foi colocando uma a uma numa liturgia de oferta doída e carinhosa. As garrafas vazias em forma de cruz Sobre o berço novo de terra do Zezinho das Graças. Em cada garrafa vazia- Que foi punhal de uma dor no coração de Teresa - A Teresa Maria das Graças com toda a graça de mulher das dores colocou uma flor Numa liturgia de oferta materna de amor. E assim, com Zezinho dormindo sozinho debaixo da cruz de garrafas vazias naquele dia, morreu a tristeza da Teresa.
E nasceu toda a beleza da vida nova de José da Cachaça que voltou a ser - para sempre - Para Teresa.

Por -Euler Pompeu de Campos

15/10/2010

11/06/2010

PRINCÍPIOS BÍBLICOS PARA UMA BOA CONVIVÊNCIA CONJUGAL

PRINCÍPIOS BÍBLICOS PARA UMA BOA CONVIVÊNCIA CONJUGAL
Obs.: As citações bíblicas são tiradas da Bíblia Viva

Um escritor – Guido Mantega – no livro “Sexo e Poder”, escreveu: “Antes de morder a maçã do pecado, o homem vivia no paraíso e desfrutava dos favores divinos. Bastava esticar o braço para alcançar as frutas maduras ou apanhar tudo o que precisasse para se saciar. Mas foi só o Criador virar as costas, para o volúvel mortal botar as manguinhas de fora e abocanhar o fruto proibido. Assim, perdeu as mordomias celestiais e foi condenado a pegar no batente para sobreviver, perseguido pelos desejos pecaminosos que reprime até hoje”

Um dos grandes fatores causadores de contínuas “encrencas” na relação marido e mulher é o desconhecimento ou o desprezo aos princípios de Deus para os chamados a serem esposos e esposas. Com esta reflexão, queremos nos lembrar destas “regras de convivência conjugal” que Deus nos mostra desde o Gênesis 2.18-24. Iniciamos com o que o Senhor dita para nós, os maridos. São princípios. E princípios não se vende. Ainda mais porque são princípios que vêm do coração de Deus.

I - PRINCÍPIOS BÍBLICOS PARA O MARIDO

Primeiro Princípio - O MARIDO é o DIRIGENTE de sua casa - Em Efésios 5.23, está escrito: “Vocês, esposas, devem ser submissas à liderança de seus maridos, do mesmo modo como se submetem ao Senhor. Porque o marido toma conta da esposa...

Submissão não é um conceito de inferioridade ou um conceito de “fala quem pode, obedece quem tem juízo”. Mas implica, por parte da mulher, que ela incorpore a missão de ajudar o marido na missão dele. E, por parte do marido, que ele assuma o governo da casa. O MARIDO GOVERNA. A MULHER EDIFICA. Sem governo, a edificação fica comprometida. Sem edificação o governo pode ser inviabilizado. A comparação que Efésios faz do governo do marido igual ao de Cristo faz da missão do marido uma responsabilidade nada fácil. Mas ele é o DIRIGENTE. Para isso Deus o capacita.

Como DIRIGENTE, ele tem a palavra final nas decisões difíceis. Para isso ele tem a mulher ao seu lado. E não atrás, como “mulçumana”. Nem na frente como “Jezabel”. Ela foi tirada do lado do homem e não da cabeça ou dos pés. O que implica que TODA DECISÃO VEM DO ACORDO ENTRE ELES.

Segundo Princípio – O MARIDO é o PASTOR da casa, segundo o modelo do salmo 23. O salmo 23 traduz também - e muito bem - a função do marido, como PASTOR. Aquele que provê o corpo e o espírito. Não deixando que nada falte. Que guia. Que exorta, com a vara. Que anima com o cajado. Que põe a mesa do partir do mão. Que com a mão da misericórdia e da bondade está sempre presente no caminhar do dia de sua esposa e filhos. Que sente prazer em se entregar pela casa. É ele o referencial para a mulher e para os filhos.

Terceiro Princípio – O MARIDO é TODO DA ESPOSA. Cabe ao marido oferecer à esposa um amor limpo de perturbações, de traumas, de adultérios, de imoralidades, mas sem medo de viver a SEXUALIDADE descrita em Cantares. O que chamamos de “amor eros”. Ser todo da esposa, para que a esposa seja toda dele. Não ter medo de ser erótico com a esposa. O que vamos ver, mais na frente.

Quarto Princípio – O MARIDO é CORAÇÃO E HONRA PARA A ESPOSA. Cabe ao marido cobrir a sua esposa de elegância e afabilidade. De carinho. De compreensão. De respeito E de paciência. Sua relação com a esposa deve se caracterizar pela AFETIVIDADE. Isto tem o nome de “amor ágape”. Colossenses 3.19, diz: “E vocês, maridos, devem ser amorosos e bondosos com suas esposas, e não tratá-las com amargura nem aspereza”. E não com má-vontade e rabugice. Pedro, o apóstolo, instrui a cada marido a tratar a sua esposa com dignidade - I Pedro 3.7. Ou seja, uma relação sem contenda. Uma relação onde as “cargas” são divididas.

Cabe ao marido exercer a sabedoria em tudo que concerne às coisas da vida da casa. Quanto depender dele, por onde quer que vá, carrega a esposa consigo. O chamado da esposa é para ser “auxiliadora” competente do marido, e não sua “empregada” eficiente e barata. Ela não é uma simples “parideira” e “arrumadeira” ou uma “diarista”. Mas é, também, e, muito mais, UMA CONSELHEIRA. Eu creio que ela não aprecia muito o título de “dona de casa”. Mas prefere o título de companheira do marido em sua missão. Leiam e entendam o que está em I Pedro 3.7.

Quinto Princípio - O MARIDO é COMPANHEIRO DA ESPOSA. Cabe ao marido ser COMPANHEIRO. Exercitar o que chamamos de “amor fileo”. Isto significa ser amigo, parceiro e apoiador. Significa: Entrosamento físico. Emocional. Profissional. Ministerial. Financeiro. E, acima de tudo, entrosamento espiritual. Esta “competência” pode ser entendida também na leitura de 1 Pedro 3:7.

II – PRINCÍPIOS BÍBLICOS DA ESPOSA

PRIMEIRO PRINCÍPIO - A ESPOSA RECONHECE O MARIDO COMO DIRIGENTE. É assim que a Palavra de Deus inicia seu discurso sobre os deveres da esposa. Está em Efésios 5:22: “Vocês, esposas, devem ser submissas à liderança de seus maridos, do mesmo modo como se submetem ao Senhor”. Em Colossenses 3:17ss: “E tudo quanto fizerem ou disserem, seja como se vocês fossem representantes do Senhor Jesus, e vão com Ele á presença de Deus o Pai para dar-Lhe graças. Vocês, esposas, submetam-se aos seus maridos, porque isso foi o que o Senhor planejou para vocês”. E em 1 Pedro 3:1: “Esposas, acomodem-se aos planos de seus maridos; porque assim, se eles se recusarem a prestar atenção quando vocês lhes falarem a respeito do Senhor, serão ganhos pelo comportamento respeitoso e puro de vocês; a vida piedosa de vocês lhes falará melhor do que quaisquer palavras”.

A palavra que aparece nos textos citados é “submissa”. Esta declaração bíblica gera, em um primeiro momento, desconforto à mulher, porque ela é estimulada a ser independente, no falar e nas decisões. Algumas chegam a acusar a Deus de “machista”. Mas, se se começa a compreender o que Senhor quer dizer, quando continuamos a leitura nos versos 25 e no 27, aí entendemos que, do homem, Deus exige que ele se empenhe em “apresentar a sua esposa gloriosa sem uma única mancha, ou ruga, ou qualquer outro defeito, mas sim, santa e sem nenhuma imperfeição” – v. 27. Ao homem é dada a obrigação de manter uma mulher virtuosa, feliz, saudável, bonita, cuidada. Espero que isto sirva para acalmar a “rebeldia” da mulher!...

Todavia, há que se perguntar: o que é submissão? Submissa, aqui, será, porventura, a mulher sem vontade, sem possibilidade de expressar seus desejos? Quando, no verdadeiro sentido – o sentido bíblico – é a mulher submissa ao seu próprio marido?

Em primeiro lugar, quando ela reconhece o marido como o DIRIGENTE – o cabeça. Portanto, submissão, antes de ser um comportamento, é UMA ATITUDE. Sem essa compreensão íntima, toda tentativa da mulher de agir com submissão cai num comportamentalismo patológico, que conduz a uma vida estressante, um relacionamento sufocante e servil, um compromisso meramente exterior.

Em segundo lugar, a mulher é submissa ao seu marido, quando ela ASSUME O SEU PAPEL DE SUB-MISSÃO, ou seja, missão de base, missão de apoio, de alicerce. A idéia de Deus para a mulher é, assim, expressa em Gênesis: “Far-lhe-ei uma auxiliadora que lhe seja... idônea”. Aí está o “ministério de submissão” da mulher. Quando o marido consegue enxergar esse ministério de apoio criado por Deus para ele, a submissão deixa de ser algo apavorante, fantasmagórico, a tranca que faz silenciar as discussões desagradáveis em família, para significar a ponte de comunicação, centro de apoio, o fiel da balança.

SEGUNDO PRINCÍPIO – A ESPOSA É CORAÇÃO E HONRA SEU MARIDO. Paulo escreve em Efésios 5:33: “Portanto, eu torno a dizer; um homem deve amar sua esposa como parte de si próprio; e a esposa deve cuidar de respeitar profundamente o marido - obedecendo, elogiando-o e honrando-o”. Isto nos parece óbvio, mas a clareza dessa afirmação não nos tem sido tão clara assim nas afirmações e reconhecimentos diários de muitas famílias. Honrar é atentar-se no cuidado do marido e da família, não como serva, mas como mulher de Deus, que tem poder nas suas palavras e coração de carne – veja 1 João 4:19-21 e João 13:35. Respeito no trato, no comportamento. Mulheres há que se referem a seus maridos como se esses fossem autênticos palhaços... Seja ele bom ou mau, melhor ou pior, ele é seu marido. É quem participar de sua intimidade. É aquele que lhe dá filhos. É aquele a quem, um dia, você sonhou entregar seu corpo, sua alma, seu espírito, a mente, a vida. Respeite-o, porque, ao respeitá-lo, você se respeita a si mesma.

Honrar é andar em acordo com o marido no governo da casa, na educação dos filhos, na elaboração e execução de projetos.

TERCEIRO PRINCÍPIO - A ESPOSAÉ COMPANHEIRA DO MARIDO. “Ensine as mulheres mais idosas a serem calmas e atenciosas em tudo quanto fizerem. Não devem andar de um lado para outro falando mal dos outros e não devem beber demais, e sim ser mestras do bem. Estas mulheres mais idosas devem instruir as mulheres mais jovens a viverem sossegadamente, a amarem o marido e os filhos” - Tito 2:3-4. Isto, também, nos parece óbvio. Paulo se refere ao amor entrega, doação, aquele que extrapola ao romântico. Lembre-se que, na Bíblia, amor desemboca inevitavelmente em gestos concretos, não em meras confissões, que se exteriorizam da boca para fora. Como auxiliadora, ela está pronta a apoiar, exortar e confortar. Confira em Gênesis 2:18 e Provérbios 31:10-12.

A mulher colocada ao lado do homem tem o ministério de “ajudadora idônea” para ajudar o seu homem” a se aperfeiçoar no seu caráter e se tornar o seu pastor e o pastor de seus filhos. Ser companheira sempre bem arrumada e pronta a acompanhar o marido e satisfazê-lo em suas necessidades. Isto você pode conferir em 1 Coríntios 7:3-5, Cantares 2:16 e 1 Pedro 3:4-6.

Na compreensão de COMPANHEIRA, a esposa é aquela que edifica sua casa. Já dissemos, antes, que o GOVERNO do marido só é possível se a esposa se empenhar na EDIFICAÇÃO da casa. Veja o que diz Paulo a Tito 2:2-5: Ensine as mulheres mais idosas a serem calmas e atenciosas em tudo quanto fizerem. Não devem andar de um lado para outro falando mal dos outros e não devem beber demais, e sim ser mestras do bem. Estas mulheres mais idosas devem instruir as mulheres mais jovens a viverem sossegadamente, a amarem o marido e os filhos e a serem sensatas e ter a mente pura, gastando o tempo em seus próprios lares, sendo bondosas e obedientes ao marido, de maneira tal que a fé cristã não possa ser criticada por aqueles que as conhecem”.

Existem outros textos que aumentam a nossa compreensão desse assunto. Provérbios 31:11 atesta a honestidade da mulher na... moral. Ela é honesta no nível moral dos seus relacionamentos. Provérbios 31:26 nos fala da sensatez da mulher no ensino: “Quando ensina seus filhos, ela mostra sabedoria, ensinando e corrigindo com amor”.

QUARTO PRINCÍPIO – A MULHER É ADMINISTRADORA DE SUA CASA. Leia de novo o texto de Tito 2:2-5 citado acima. Isso não quer, necessariamente, dizer que ela deva ser uma “expert” na decoração, ou assinante da revista “Casa e Jardim”. Provérbios 31 apresenta-nos o perfil da mulher no contexto mais amplo das Escrituras sagradas. Isso posto, resta-nos dizer, sem demagogia, que o trabalho de uma mulher em casa deveria merecer o “Nobel da Família”, ou alguma coisa parecida, pois é algo muito sério ocupar-se num trabalho que não tem compensação, não aparece aos olhos.

Todavia, ADMINISTRAR A CASA é um princípio que vai além do que lavar e varrer a casa, cozinhar, lavar panelas, lavar e passar roupa, etc. Mas, sim, exercitar o papel de administradora dos bens e dos valores de seu lar. “Ela compra os tecidos e faz as roupas da família. Sem se cansar, ela anda à procura da melhor comida para sua família, procurando sempre o preço mais barato. Antes de o sol raiar ela já está de pé, preparando a primeira refeição da família e planejando o serviço de suas empregadas. Ela sabe negociar! Compra um terreno e planta uma horta, com o dinheiro que ganhou com seu trabalho. Ela está sempre disposta e não foge do trabalho pesado.” – Provérbios 31:13-17. Exercitar a criatividade, disponibilizando os dons que Deus lhe deu para estabelecer um clima de equilíbrio, de harmonia e de novidades de vida – “O Espírito Santo manifesta o poder de Deus através de cada um de nós como um meio de ajudar a toda a igreja.” - 1 Coríntios 12:7; “Ensine as mulheres mais idosas a serem calmas e atenciosas em tudo quanto fizerem. Não devem andar de um lado para outro falando mal dos outros e não devem beber demais, e sim ser mestras do bem. Estas mulheres mais idosas devem instruir as mulheres mais jovens a viverem sossegadamente, a amarem o marido e os filhos, e a serem sensatas e ter a mente pura, gastando o tempo em seus próprios lares, sendo bondosas e obedientes ao marido, de maneira tal que a fé cristã não possa ser criticada por aqueles que as conhecem” - Tito 2:3-5. Aprender a discernir os fatos do casamento, para usar da sabedoria que vem do alto frente a atitudes a serem tomadas, “com toda a oração e súplica orando em todo tempo no Espírito e, para o mesmo fim, vigiando com toda a perseverança e súplica, por todos os santos” - Efésios 6:18; e “Permaneçam sempre em oração” – 1 Tessalonicenses 5:17.

Apesar de, nesta época de intenso progresso, mentalidades tacanhas confirmarem a mulher a “aquecerem a barriga no fogão e resfriá-la no tanque”, Provérbios 31:16-17 no fala de uma mulher que tem iniciativas próprias. A autêntica mulher do século 21! Nada de lerda, indolente, apática, que não se mexe, não faz nada.

QUINTO PRINCÍPIO – A ESPOSA CUIDA DE SUA BELEZA. Há mulheres que se cuidam de cumprir a sugestão de Pedro em sua primeira carta, capítulo 3, versos 2-4 que diz: “Não se preocupem com a beleza exterior que depende de jóias, ou de roupas bonitas, ou de penteados. Sejam belas interiormente, em seus corações, com o encanto duradouro de um espírito amável e manso, que é tão precioso para Deus”. E nesta de não entendimento do que a Palavra de Deus diz, algumas mulheres andam mansas, esquálidas, caipiras, desgrenhadas, envelhecidas, enrugas, desajeitadas, antiquadas, insípidas, sem cheiro, sem brilho. Como um homem pode sentir gozo em ficar perto de uma mulher desse jeito!

É claro que as esposas devem entender que a sua maior beleza vem do coração. Não há dúvida que o que importa, nas mulheres, é uma disposição mansa – uma submissão amável – e quieta – sem agitação e sem indelicadeza. Mas cuidar do corpo faz bem à alma e ao espírito. O Espírito Santo de Deus quer morar em um corpo bem cuidado.

Há que se compreender que Pedro está falando de adornos berrantes, exagerados, que muitas vezes, não embelezam, mas são ridículos. Está falando de enfeites dispendiosos, caros. De enfeites que ressaltam mais a vaidade que a beleza da alma. Está falando de mulheres que se deixam dominar pela obsessão da moda. Daquelas mulheres que não querem ficar menos que as “socielaites”. Isso não significa que as mulheres – por serem cristã – devam descuidar da sua aparência exterior. O corpo da mulher, geralmente, é o que, primeira seduz o homem. Ele continua querendo ver sua mulher “bem torneada”, de corpo bem cuidado, perfumado, bem feminino. Se puder e não pesar no orçamento da casa, faça o “concerto” adequado do seu corpo. Mas, que isso não seja uma obsessão depressiva.

CONCLUSÃO

Há de se estar atento às mudanças contínuas das relações inter-pessoais, que podem envelhecer, revigorar-se, enfraquecer-se. Adoecer e morrer. O ato de casar-se corresponde ao nascimento da relação, cujo desenvolvimento pode trazer grandes descobertas de vida e graça, ou levar para caminhos de desgraças. Isto depende da forma como se enfrentam as circunstâncias, que atuam sobre a vida conjugal. A responsabilidade pela construção e cuidado dos relacionamentos depende de nossa criatividade, em amor.

É urgente que fiquemos atentos à direção de Deus para a vida conjugal. Caso contrário, a definição dos papéis de marido e de mulher será tirada dos parâmetros que a sociedade mostra e impõe. Ou seja, cobra-se do outro aquilo que a sociedade manda que cobremos. Mulheres que cobram dos homens o empenho das funções “femininas”. Na abertura de mercado para a mulher, esta se liberta do serviço de mulher, ou,então, os papéis se invertam. Como resultado, instala-se um jogo de poder instigado pelas “potências sociais”. Assim, a relação homem-mulher torna-se uma relação de dois seres empurrados e motivados por modelos que não são próprios de cada um.

Diante disso, o diálogo se faz necessário, para que o casal entre em acordo, não perca o foco de sua missão e se conduza de forma mais criativa, sem adotar modelos estranhos à vida conjugal. Este tipo de diálogo ajuda o entendimento sobre a visão de família, porque o casal aprende a refletir, organizar e reestruturara própria vida, que se torna uma escola viva para os filhos.

Euler Pompeu de Campos
Pastor do Ministério Sal da Terra12 - PRINCÍPIOS BÍBLICOS PARA UMA BOA CONVIVÊNCIA CONJUGAL
Obs.: As citações bíblicas são tiradas da Bíblia Viva

Um escritor – Guido Mantega – no livro “Sexo e Poder”, escreveu: “Antes de morder a maçã do pecado, o homem vivia no paraíso e desfrutava dos favores divinos. Bastava esticar o braço para alcançar as frutas maduras ou apanhar tudo o que precisasse para se saciar. Mas foi só o Criador virar as costas, para o volúvel mortal botar as manguinhas de fora e abocanhar o fruto proibido. Assim, perdeu as mordomias celestiais e foi condenado a pegar no batente para sobreviver, perseguido pelos desejos pecaminosos que reprime até hoje”

Um dos grandes fatores causadores de contínuas “encrencas” na relação marido e mulher é o desconhecimento ou o desprezo aos princípios de Deus para os chamados a serem esposos e esposas. Com esta reflexão, queremos nos lembrar destas “regras de convivência conjugal” que Deus nos mostra desde o Gênesis 2.18-24. Iniciamos com o que o Senhor dita para nós, os maridos. São princípios. E princípios não se vende. Ainda mais porque são princípios que vêm do coração de Deus.

I - PRINCÍPIOS BÍBLICOS PARA O MARIDO

Primeiro Princípio - O MARIDO é o DIRIGENTE de sua casa - Em Efésios 5.23, está escrito: “Vocês, esposas, devem ser submissas à liderança de seus maridos, do mesmo modo como se submetem ao Senhor. Porque o marido toma conta da esposa...

Submissão não é um conceito de inferioridade ou um conceito de “fala quem pode, obedece quem tem juízo”. Mas implica, por parte da mulher, que ela incorpore a missão de ajudar o marido na missão dele. E, por parte do marido, que ele assuma o governo da casa. O MARIDO GOVERNA. A MULHER EDIFICA. Sem governo, a edificação fica comprometida. Sem edificação o governo pode ser inviabilizado. A comparação que Efésios faz do governo do marido igual ao de Cristo faz da missão do marido uma responsabilidade nada fácil. Mas ele é o DIRIGENTE. Para isso Deus o capacita.

Como DIRIGENTE, ele tem a palavra final nas decisões difíceis. Para isso ele tem a mulher ao seu lado. E não atrás, como “mulçumana”. Nem na frente como “Jezabel”. Ela foi tirada do lado do homem e não da cabeça ou dos pés. O que implica que TODA DECISÃO VEM DO ACORDO ENTRE ELES.

Segundo Princípio – O MARIDO é o PASTOR da casa, segundo o modelo do salmo 23. O salmo 23 traduz também - e muito bem - a função do marido, como PASTOR. Aquele que provê o corpo e o espírito. Não deixando que nada falte. Que guia. Que exorta, com a vara. Que anima com o cajado. Que põe a mesa do partir do mão. Que com a mão da misericórdia e da bondade está sempre presente no caminhar do dia de sua esposa e filhos. Que sente prazer em se entregar pela casa. É ele o referencial para a mulher e para os filhos.

Terceiro Princípio – O MARIDO é TODO DA ESPOSA. Cabe ao marido oferecer à esposa um amor limpo de perturbações, de traumas, de adultérios, de imoralidades, mas sem medo de viver a SEXUALIDADE descrita em Cantares. O que chamamos de “amor eros”. Ser todo da esposa, para que a esposa seja toda dele. Não ter medo de ser erótico com a esposa. O que vamos ver, mais na frente.

Quarto Princípio – O MARIDO é CORAÇÃO E HONRA PARA A ESPOSA. Cabe ao marido cobrir a sua esposa de elegância e afabilidade. De carinho. De compreensão. De respeito E de paciência. Sua relação com a esposa deve se caracterizar pela AFETIVIDADE. Isto tem o nome de “amor ágape”. Colossenses 3.19, diz: “E vocês, maridos, devem ser amorosos e bondosos com suas esposas, e não tratá-las com amargura nem aspereza”. E não com má-vontade e rabugice. Pedro, o apóstolo, instrui a cada marido a tratar a sua esposa com dignidade - I Pedro 3.7. Ou seja, uma relação sem contenda. Uma relação onde as “cargas” são divididas.

Cabe ao marido exercer a sabedoria em tudo que concerne às coisas da vida da casa. Quanto depender dele, por onde quer que vá, carrega a esposa consigo. O chamado da esposa é para ser “auxiliadora” competente do marido, e não sua “empregada” eficiente e barata. Ela não é uma simples “parideira” e “arrumadeira” ou uma “diarista”. Mas é, também, e, muito mais, UMA CONSELHEIRA. Eu creio que ela não aprecia muito o título de “dona de casa”. Mas prefere o título de companheira do marido em sua missão. Leiam e entendam o que está em I Pedro 3.7.

Quinto Princípio - O MARIDO é COMPANHEIRO DA ESPOSA. Cabe ao marido ser COMPANHEIRO. Exercitar o que chamamos de “amor fileo”. Isto significa ser amigo, parceiro e apoiador. Significa: Entrosamento físico. Emocional. Profissional. Ministerial. Financeiro. E, acima de tudo, entrosamento espiritual. Esta “competência” pode ser entendida também na leitura de 1 Pedro 3:7.

II – PRINCÍPIOS BÍBLICOS DA ESPOSA

PRIMEIRO PRINCÍPIO - A ESPOSA RECONHECE O MARIDO COMO DIRIGENTE. É assim que a Palavra de Deus inicia seu discurso sobre os deveres da esposa. Está em Efésios 5:22: “Vocês, esposas, devem ser submissas à liderança de seus maridos, do mesmo modo como se submetem ao Senhor”. Em Colossenses 3:17ss: “E tudo quanto fizerem ou disserem, seja como se vocês fossem representantes do Senhor Jesus, e vão com Ele á presença de Deus o Pai para dar-Lhe graças. Vocês, esposas, submetam-se aos seus maridos, porque isso foi o que o Senhor planejou para vocês”. E em 1 Pedro 3:1: “Esposas, acomodem-se aos planos de seus maridos; porque assim, se eles se recusarem a prestar atenção quando vocês lhes falarem a respeito do Senhor, serão ganhos pelo comportamento respeitoso e puro de vocês; a vida piedosa de vocês lhes falará melhor do que quaisquer palavras”.

A palavra que aparece nos textos citados é “submissa”. Esta declaração bíblica gera, em um primeiro momento, desconforto à mulher, porque ela é estimulada a ser independente, no falar e nas decisões. Algumas chegam a acusar a Deus de “machista”. Mas, se se começa a compreender o que Senhor quer dizer, quando continuamos a leitura nos versos 25 e no 27, aí entendemos que, do homem, Deus exige que ele se empenhe em “apresentar a sua esposa gloriosa sem uma única mancha, ou ruga, ou qualquer outro defeito, mas sim, santa e sem nenhuma imperfeição” – v. 27. Ao homem é dada a obrigação de manter uma mulher virtuosa, feliz, saudável, bonita, cuidada. Espero que isto sirva para acalmar a “rebeldia” da mulher!...

Todavia, há que se perguntar: o que é submissão? Submissa, aqui, será, porventura, a mulher sem vontade, sem possibilidade de expressar seus desejos? Quando, no verdadeiro sentido – o sentido bíblico – é a mulher submissa ao seu próprio marido?

Em primeiro lugar, quando ela reconhece o marido como o DIRIGENTE – o cabeça. Portanto, submissão, antes de ser um comportamento, é UMA ATITUDE. Sem essa compreensão íntima, toda tentativa da mulher de agir com submissão cai num comportamentalismo patológico, que conduz a uma vida estressante, um relacionamento sufocante e servil, um compromisso meramente exterior.

Em segundo lugar, a mulher é submissa ao seu marido, quando ela ASSUME O SEU PAPEL DE SUB-MISSÃO, ou seja, missão de base, missão de apoio, de alicerce. A idéia de Deus para a mulher é, assim, expressa em Gênesis: “Far-lhe-ei uma auxiliadora que lhe seja... idônea”. Aí está o “ministério de submissão” da mulher. Quando o marido consegue enxergar esse ministério de apoio criado por Deus para ele, a submissão deixa de ser algo apavorante, fantasmagórico, a tranca que faz silenciar as discussões desagradáveis em família, para significar a ponte de comunicação, centro de apoio, o fiel da balança.

SEGUNDO PRINCÍPIO – A ESPOSA É CORAÇÃO E HONRA SEU MARIDO. Paulo escreve em Efésios 5:33: “Portanto, eu torno a dizer; um homem deve amar sua esposa como parte de si próprio; e a esposa deve cuidar de respeitar profundamente o marido - obedecendo, elogiando-o e honrando-o”. Isto nos parece óbvio, mas a clareza dessa afirmação não nos tem sido tão clara assim nas afirmações e reconhecimentos diários de muitas famílias. Honrar é atentar-se no cuidado do marido e da família, não como serva, mas como mulher de Deus, que tem poder nas suas palavras e coração de carne – veja 1 João 4:19-21 e João 13:35. Respeito no trato, no comportamento. Mulheres há que se referem a seus maridos como se esses fossem autênticos palhaços... Seja ele bom ou mau, melhor ou pior, ele é seu marido. É quem participar de sua intimidade. É aquele que lhe dá filhos. É aquele a quem, um dia, você sonhou entregar seu corpo, sua alma, seu espírito, a mente, a vida. Respeite-o, porque, ao respeitá-lo, você se respeita a si mesma.

Honrar é andar em acordo com o marido no governo da casa, na educação dos filhos, na elaboração e execução de projetos.

TERCEIRO PRINCÍPIO - A ESPOSAÉ COMPANHEIRA DO MARIDO. “Ensine as mulheres mais idosas a serem calmas e atenciosas em tudo quanto fizerem. Não devem andar de um lado para outro falando mal dos outros e não devem beber demais, e sim ser mestras do bem. Estas mulheres mais idosas devem instruir as mulheres mais jovens a viverem sossegadamente, a amarem o marido e os filhos” - Tito 2:3-4. Isto, também, nos parece óbvio. Paulo se refere ao amor entrega, doação, aquele que extrapola ao romântico. Lembre-se que, na Bíblia, amor desemboca inevitavelmente em gestos concretos, não em meras confissões, que se exteriorizam da boca para fora. Como auxiliadora, ela está pronta a apoiar, exortar e confortar. Confira em Gênesis 2:18 e Provérbios 31:10-12.

A mulher colocada ao lado do homem tem o ministério de “ajudadora idônea” para ajudar o seu homem” a se aperfeiçoar no seu caráter e se tornar o seu pastor e o pastor de seus filhos. Ser companheira sempre bem arrumada e pronta a acompanhar o marido e satisfazê-lo em suas necessidades. Isto você pode conferir em 1 Coríntios 7:3-5, Cantares 2:16 e 1 Pedro 3:4-6.

Na compreensão de COMPANHEIRA, a esposa é aquela que edifica sua casa. Já dissemos, antes, que o GOVERNO do marido só é possível se a esposa se empenhar na EDIFICAÇÃO da casa. Veja o que diz Paulo a Tito 2:2-5: Ensine as mulheres mais idosas a serem calmas e atenciosas em tudo quanto fizerem. Não devem andar de um lado para outro falando mal dos outros e não devem beber demais, e sim ser mestras do bem. Estas mulheres mais idosas devem instruir as mulheres mais jovens a viverem sossegadamente, a amarem o marido e os filhos e a serem sensatas e ter a mente pura, gastando o tempo em seus próprios lares, sendo bondosas e obedientes ao marido, de maneira tal que a fé cristã não possa ser criticada por aqueles que as conhecem”.

Existem outros textos que aumentam a nossa compreensão desse assunto. Provérbios 31:11 atesta a honestidade da mulher na... moral. Ela é honesta no nível moral dos seus relacionamentos. Provérbios 31:26 nos fala da sensatez da mulher no ensino: “Quando ensina seus filhos, ela mostra sabedoria, ensinando e corrigindo com amor”.

QUARTO PRINCÍPIO – A MULHER É ADMINISTRADORA DE SUA CASA. Leia de novo o texto de Tito 2:2-5 citado acima. Isso não quer, necessariamente, dizer que ela deva ser uma “expert” na decoração, ou assinante da revista “Casa e Jardim”. Provérbios 31 apresenta-nos o perfil da mulher no contexto mais amplo das Escrituras sagradas. Isso posto, resta-nos dizer, sem demagogia, que o trabalho de uma mulher em casa deveria merecer o “Nobel da Família”, ou alguma coisa parecida, pois é algo muito sério ocupar-se num trabalho que não tem compensação, não aparece aos olhos.

Todavia, ADMINISTRAR A CASA é um princípio que vai além do que lavar e varrer a casa, cozinhar, lavar panelas, lavar e passar roupa, etc. Mas, sim, exercitar o papel de administradora dos bens e dos valores de seu lar. “Ela compra os tecidos e faz as roupas da família. Sem se cansar, ela anda à procura da melhor comida para sua família, procurando sempre o preço mais barato. Antes de o sol raiar ela já está de pé, preparando a primeira refeição da família e planejando o serviço de suas empregadas. Ela sabe negociar! Compra um terreno e planta uma horta, com o dinheiro que ganhou com seu trabalho. Ela está sempre disposta e não foge do trabalho pesado.” – Provérbios 31:13-17. Exercitar a criatividade, disponibilizando os dons que Deus lhe deu para estabelecer um clima de equilíbrio, de harmonia e de novidades de vida – “O Espírito Santo manifesta o poder de Deus através de cada um de nós como um meio de ajudar a toda a igreja.” - 1 Coríntios 12:7; “Ensine as mulheres mais idosas a serem calmas e atenciosas em tudo quanto fizerem. Não devem andar de um lado para outro falando mal dos outros e não devem beber demais, e sim ser mestras do bem. Estas mulheres mais idosas devem instruir as mulheres mais jovens a viverem sossegadamente, a amarem o marido e os filhos, e a serem sensatas e ter a mente pura, gastando o tempo em seus próprios lares, sendo bondosas e obedientes ao marido, de maneira tal que a fé cristã não possa ser criticada por aqueles que as conhecem” - Tito 2:3-5. Aprender a discernir os fatos do casamento, para usar da sabedoria que vem do alto frente a atitudes a serem tomadas, “com toda a oração e súplica orando em todo tempo no Espírito e, para o mesmo fim, vigiando com toda a perseverança e súplica, por todos os santos” - Efésios 6:18; e “Permaneçam sempre em oração” – 1 Tessalonicenses 5:17.

Apesar de, nesta época de intenso progresso, mentalidades tacanhas confirmarem a mulher a “aquecerem a barriga no fogão e resfriá-la no tanque”, Provérbios 31:16-17 no fala de uma mulher que tem iniciativas próprias. A autêntica mulher do século 21! Nada de lerda, indolente, apática, que não se mexe, não faz nada.

QUINTO PRINCÍPIO – A ESPOSA CUIDA DE SUA BELEZA. Há mulheres que se cuidam de cumprir a sugestão de Pedro em sua primeira carta, capítulo 3, versos 2-4 que diz: “Não se preocupem com a beleza exterior que depende de jóias, ou de roupas bonitas, ou de penteados. Sejam belas interiormente, em seus corações, com o encanto duradouro de um espírito amável e manso, que é tão precioso para Deus”. E nesta de não entendimento do que a Palavra de Deus diz, algumas mulheres andam mansas, esquálidas, caipiras, desgrenhadas, envelhecidas, enrugas, desajeitadas, antiquadas, insípidas, sem cheiro, sem brilho. Como um homem pode sentir gozo em ficar perto de uma mulher desse jeito!

É claro que as esposas devem entender que a sua maior beleza vem do coração. Não há dúvida que o que importa, nas mulheres, é uma disposição mansa – uma submissão amável – e quieta – sem agitação e sem indelicadeza. Mas cuidar do corpo faz bem à alma e ao espírito. O Espírito Santo de Deus quer morar em um corpo bem cuidado.

Há que se compreender que Pedro está falando de adornos berrantes, exagerados, que muitas vezes, não embelezam, mas são ridículos. Está falando de enfeites dispendiosos, caros. De enfeites que ressaltam mais a vaidade que a beleza da alma. Está falando de mulheres que se deixam dominar pela obsessão da moda. Daquelas mulheres que não querem ficar menos que as “socielaites”. Isso não significa que as mulheres – por serem cristã – devam descuidar da sua aparência exterior. O corpo da mulher, geralmente, é o que, primeira seduz o homem. Ele continua querendo ver sua mulher “bem torneada”, de corpo bem cuidado, perfumado, bem feminino. Se puder e não pesar no orçamento da casa, faça o “concerto” adequado do seu corpo. Mas, que isso não seja uma obsessão depressiva.

CONCLUSÃO

Há de se estar atento às mudanças contínuas das relações inter-pessoais, que podem envelhecer, revigorar-se, enfraquecer-se. Adoecer e morrer. O ato de casar-se corresponde ao nascimento da relação, cujo desenvolvimento pode trazer grandes descobertas de vida e graça, ou levar para caminhos de desgraças. Isto depende da forma como se enfrentam as circunstâncias, que atuam sobre a vida conjugal. A responsabilidade pela construção e cuidado dos relacionamentos depende de nossa criatividade, em amor.

É urgente que fiquemos atentos à direção de Deus para a vida conjugal. Caso contrário, a definição dos papéis de marido e de mulher será tirada dos parâmetros que a sociedade mostra e impõe. Ou seja, cobra-se do outro aquilo que a sociedade manda que cobremos. Mulheres que cobram dos homens o empenho das funções “femininas”. Na abertura de mercado para a mulher, esta se liberta do serviço de mulher, ou,então, os papéis se invertam. Como resultado, instala-se um jogo de poder instigado pelas “potências sociais”. Assim, a relação homem-mulher torna-se uma relação de dois seres empurrados e motivados por modelos que não são próprios de cada um.

Diante disso, o diálogo se faz necessário, para que o casal entre em acordo, não perca o foco de sua missão e se conduza de forma mais criativa, sem adotar modelos estranhos à vida conjugal. Este tipo de diálogo ajuda o entendimento sobre a visão de família, porque o casal aprende a refletir, organizar e reestruturara própria vida, que se torna uma escola viva para os filhos.

Por: Pr Euler P. Campos

28/05/2010

Milagre no Casamento



A Bíblia narra um milagre extraordinário, operado por Jesus Cristo, nosso Senhor. É o relato de como um casamento foi tocado pelo poder de Deus, e de como o seu casamento poderá ser tocado também! Observemos o relato bíblico:

“Três dias depois, houve um casamento em Caná da Galiléia, e estava ali a mãe de Jesus; e foi também convidado Jesus com seus discípulos para o casamento. E, tendo acabado o vinho, a mãe de Jesus lhe disse: Eles não têm vinho. Respondeu-lhes Jesus: Mulher, que tenho eu contigo? Ainda não é chegada a minha hora. Disse então sua mãe aos serventes: Fazei tudo quanto ele vos disser. Ora, estavam ali postas seis talhas de pedra, para as purificações dos judeus, e em cada uma cabiam duas ou três metretas. Ordenou-lhe Jesus: Enchei de água essas talhas. E encheram-nas até em cima. Então lhes disse: Tirai agora, e levai ao mestre-sala. E eles o fizeram. Quando o mestre-sala provou a água tornada em vinho, não sabendo donde era, se bem que o sabiam os serventes que tinham tirado a água, chamou o mestre-sala ao noivo e lhe disse: Todo homem põe primeiro o vinho bom e, quando já têm bebido bem, então o inferior; mas tu guardaste até agora o bom vinho. Assim deu Jesus início aos seus sinais em Caná da Galiléia, e manifestou a sua glória; e os seus discípulos creram nele.”
João 2.1-11

Este foi o primeiro milagre que Jesus realizou, e não é em vão que tenha acontecido justamente num casamento! As Escrituras dão testemunho através disto, mostrando-nos que antes de Jesus realizar qualquer outro milagre de cura, libertação, etc. está interessado em agir nos casamentos. A família tem prioridade no plano de Deus, pois Ele não a criou para o fracasso, e sim para ser bem sucedida.
Percebemos também que o milagre ocorrido deu-se em torno de haver ou não VINHO, que na Bíblia é uma figura de alegria (Salmo 104.15). Nos casamentos, o que vemos e ouvimos é que o vinho sempre acaba. Pessoas que viviam embriagadas de amor pelo cônjuge, assistem perplexas seus sentimentos desaparecerem. O matrimônio, de maneira geral está falido, pois o vinho sempre acaba. Mas quando Jesus está presente aí é que se estabelece a diferença! Milagres acontecem e ele traz vinho novo aonde já não mais existia.
Mas perceba que o milagre aconteceu porque Jesus estava lá. Ele e seus discípulos foram convidados para simplesmente estarem nas bodas; não receberam um chamado de última hora só porque os noivos precisavam de um milagre. Ele havia sido chamado para estar junto… E porque estava presente, operou o milagre! De maneira semelhante, se você quer um casamento que dure, que sobreviva à falta do vinho (alegria), convide o Senhor Jesus para estar presente.
Não espere a crise chegar, cultive sempre a presença dele por meio de oração e leitura da Sua Palavra, a Bíblia Sagrada. E não apenas leia, mas pratique a Palavra, pois o milagre acontece aonde há obediência; foi dito aos serventes que fizessem tudo o que Jesus mandasse, e porque fizeram sem questionar se era racional ou não, receberam o milagre. Podemos observar ainda algumas figuras neste texto:
O número 6 – Havia seis talhas. Na Bíblia, este número sempre fala de algo que é humano. O homem foi criado no sexto dia (Gn 1.27,31). E o seis é chamado número de homem (Ap.13:18). Portanto, percebemos que o milagre não depende só de Deus, mas há uma participação e um fator humano ligado a este milagre no casamento.
As talhas – o significado espiritual destas talhas estão apontando para a parte que nos toca no que tange a receber o milagre de Deus. O seis fala do homem, e aqui entendemos nossa participação no milagre. As talhas eram o recipiente para o vinho que o Senhor Jesus transformaria. Normalmente eram pedras talhadas, cavadas.
Isto sugere o quão duro somos no que tange aos relacionamentos e o quanto precisamos ser trabalhados por Deus em nossa forma de ser e agir no matrimônio. Quanto mais cavados nos deixamos ser pelo agir de Deus, maior será nosso potencial para receber o vinho. Uma pedra pouco cavada, comporta pouco vinho, mas uma pedra bem trabalhada comporta mais vinho!
A água – Era a matéria prima necessária para que o milagre pudesse acontecer. Não havia água nas talhas, Jesus foi quem mandou enchê-las. A água simboliza a Palavra e também o Espírito Santo. Nos lares onde o vinho chega a acabar, e todo o prazer do relacionamento desaparece, temos percebido que além dos erros cometidos na esfera natural, havia também falta de água; não havia o cultivo diário da presença de Deus por sua Palavra (lida e praticada) e a presença viva de seu Espírito.
Creio ser esta a chave do milagre. É importante se deixar ser trabalhado (o que é diferente de ser manipulado pelo cônjuge) na forma de se relacionar, mas se estas talhas não forem cheias da presença de Deus o vinho não aparecerá! Vale também ressaltar que quanto mais água aqueles servos colocassem nas talhas, mais vinho haveria; ou seja, o milagre de Deus em nosso casamento esta diretamente relacionado com o investimento que fazemos em cultivar Sua presença.
Finalizando, quero chamar sua atenção para a qualidade do milagre. Jesus deu o que havia de melhor em matéria de vinho, a ponto de o mestre-sala se impressionar e comentar que normalmente se bebe o melhor vinho e, depois de o terem desfrutado, oferece-se o inferior. Assim é com a maioria dos relacionamentos conjugais; bebem o melhor vinho nos primeiros anos, depois a qualidade cai e assim é até que acabe.
Mas quando Deus faz um milagre, o que se experimenta é algo inédito, muito superior a tudo o que já se experimentou até então. Deus nos dá o melhor, sempre! Tenho visto isto no dia-a-dia dos casamentos que tenho acompanhado como pastor, portanto sei do que estou falando. Deixe Deus ser não apenas o Criador do matrimônio, mas aquele que oferece toda manutenção necessária. Quando isto acontece, não somente somos beneficiados com um lar melhor, mas Deus recebe glória. O vinho dos lares cristãos deve ser o da mais alta qualidade…
Se você reconhece que o vinho acabou (ou está quase acabando) em seu matrimônio, creia na vontade de Deus de agir nos casamentos. Renove o convite ao Senhor Jesus para estar em seu lar, pratique estes princípios espirituais e seja feliz como o Pai Celestial sempre quis que cada casal fosse!

Por - Pr. Luciano Subirá

Seja como a Águia

Amados esse vídeo é muito lindo!

Imagem conforme a semelhança



Gênesis 1:26-27 - "Então disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança... Assim Deus criou o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou".

No propósito eterno de gerar uma família de filhos segundo Cristo, Deus produziu uma imagem visível de Si mesmo. Um povo que manifeste Sua Natureza e Identidade, e que seja a própria encarnação do que o Seu Amor é. O que, até então, só podia ser conhecido por Ele mesmo, agora é revelado a todos. O oculto sendo manifesto, o invisível tornando-se visível. Sendo assim, só há sentido na imagem que produzimos, através do que fazemos, se ela é a expressão das virtudes de Deus. Pois, o verdadeiro sentido das coisas não está no que naturalmente pode ser visto pelos olhos da carne, mas no que só é visível aos olhos do espírito e, portanto, sobrenaturalmente revelado pelo Espírito Santo.

Para reflexão: Qual a relação entre Imagem e Semelhança?
Pr. Paulo Junior