27/03/2012

CORAÇÕES OBSTINADOS

Tirado do livro “A Bíblia toda, o ano todo”, de John Stott
Mas eles não me ouviram, nem deram atenção. Antes, seguiram o raciocínio rebelde dos seus corações maus – Jeremias 7:24
Uma das características do ensino de Jeremias é que ele diagnosticou a indisposição de Israel ao arrependimento como uma condição firmemente arraigada no coração. Deus disse o seguinte: “Mas este povo tem coração obstinado e rebelde” – 5:23; “todos eles são rebeldes obstinados” – 6:28. De fato, grande parte desse mau comportamento era devido ao “raciocínio rebelde dos seus corações maus” – 7:24. Jeremias repete essa frase no mínimo sete vezes.
E uma vez que a raiz do problema está no coração, Jeremias enfatiza que não há remédio humano capaz de curá-lo. “Mesmo que todo o povo de Judá se lavasse com soda e com muito sabão, a mancha da sua iniqüidade permaneceria diante de mim” – 2.22. “Será que o etíope pode mudar a sua pele? Ou o leopardo as suas pintas? Assim também vocês [o povo de Judá] são incapazes de fazer o bem, vocês, que estão acostumados a praticar o mal” – 13:23. Uma vez que “o pecado de Judá foi escrito com estilete de ferro e gravado com ponta de diamante nas tábuas dos seus corações” ele não pode ser apagado – 17:1. Além disso “o coração é mais enganoso que qualquer outra coisa”, e desesperadamente corrupto – 17:9. Essas quatro imagens ilustram vivamente o fato de que não há cura humana para o pecado. Ele é como uma mancha que não pode ser erradicada, como pigmentação de pele que não pode ser mudado, como uma gravação que não pode ser removida e, como uma doença que não tem cura. Só Deus pode mudar o coração humano.
Jeremias então clama: “Ó Jerusalém, lave o mal do seu coração” - 4:14, mas ele sabe que não pode fazer isso. Assim, ele aguarda ansiosamente o dia em que Deus estabelecerá uma nova aliança com o seu povo, e escreverá sua lei em seus corações, como prometeu. Vamos ler em 31:31-34 “Estão chegando os dias”, declara o Senhor, “quando farei uma nova aliança com a comunidade de Judá. Não será como a aliança que fiz com os seus antepassados quando os tomei pela mão para tirá-los do Egito; porque quebraram a minha aliança, apesar de eu seu o Senhor deles”, diz o Senhor. “Esta é a aliança que farei com a comunidade de Israel depois daqueles dias”, declara o Senhor:“Porei a minha lei no íntimo deles e a escreverei nos seus corações. Serei o Deus deles e eles serão o meu povo. Ninguém ais ensinará ao seu próximo nem ao seu irmão, dizendo: “Conheça o Senhor”, porque todos me conhecerão, desde o menor até o maior”, diz o Senhor. “Porque eu lhes perdoarei a maldade e não me lembrarei mais dos seus pecados”
Em outras palavras, ele lhes dará um novo coração. Em 32:39: “”Darei a eles um só pensamento e uma só conduta para que me temam durante toda a sua vida, para o seu próprio bem e o de seus filhos e descendentes”. Mais ou menos é que está em Ezequiel 36:26. “Darei a vocês um coração novo e porei um espírito novo em vocês; tirarei de vocês o coração de pedra e lhes darei um coração de carne”. Essa promessa é maravilhosamente cumprida hoje, sempre que alguém passa pela experiência do novo nascimento.
Como está o seu coração com você, com as pessoas e com Deus?
Para saber mais: João 3:1-15.


Euler P Campos

22/03/2012

O DEUS QUE CARREGA OS NOSSOS FARDOS


Está escrito no livro do profeta Isaías, capítulo 46, do verso 1 a 9: “Bel se encurva, Nebo se abaixa; os seus ídolos são postos sobre os animais, sobre as bestas; essas cargas que costumáveis levar são pesadas para as bestas já cansadas. Eles juntamente se abaixam e se encurvam; não podem salvar a carga, mas eles mesmos vão para o cativeiro. Ouvi-me, ó casa de Jacó, e todo o resto da casa de Israel, vós que por mim tendes sido carregados desde o ventre, que tendes sido levados desde a madre. Até a vossa velhice eu sou o mesmo, e ainda até as cãs eu vos carregarei; eu vos criei, e vos levarei; sim, eu vos carregarei e vos livrarei. A quem me assemelhareis, e com quem me igualareis e me comparareis, para que sejamos semelhantes? Os que prodigalizam o ouro da bolsa, e pesam a prata nas balanças, assalariam o ourives, e ele faz um deus; e diante dele se prostram e adora, Eles o tomam sobre os ombros, o levam, e o colocam no seu lugar, e ali permanece; do seu lugar não se pode mover; e, se recorrem a ele, resposta nenhuma dá, nem livra alguém da sua tribulação. Lembrai-vos, disto, e considerai; trazei-o à memória, ó transgressores. Lembrai-vos das coisas passadas desde a antigüidade; que eu sou Deus, e não há outro; eu sou Deus, e não há outro semelhante a mim”.
A sátira de Isaías acerca da idolatria atinge o seu auge no capítulo 46. Somos apresentados às duas divindades da Babilônia; Bel [também chamado de Marduk] e Nebo [filho de Bel]. Isaías descreve a maneira como esses ídolos eram fabricados pelas mãos de ourives [v 6-7], e depois de prontos, carregados nos ombros de seus adoradores até o lugar onde eram colocados em determinada posição, porque eles não podiam se mover ou falar.
Subitamente, a Babilônia é tomada por Ciro, rei da Pérsia, e seus soldados passam a saquear os templos da cidade. “Bel se inclina, Nebo se abaixa” [v.1]. Isto é, esses ídolos inúteis são arrancados de seus pedestais e carregados de ponta-cabeça, como cadáveres, pelas ruas. Aqui eles são colocados sobre carroças e levados. É a decadência dos poderosos! Os deuses que antes eram carregados orgulhosamente sobre os ombros, nas procissões, agora são carregados em carroças, como lixos inúteis, tornando-se um fardo para seus adoradores.
 O tom de ironia na voz do profeta desaparece, e no silêncio Deus fala. Com efeito, ele diz: “Eu não sou como Bel e Nebo. Não preciso ser carregado. Sou o Deus vivo e exaltado. Eu tenho carregado vocês desde que foram concebidos, e mesmo depois de velhos eu ainda os carregarei” [vs 3-4 paráfrase].
Assim devemos perguntar a nós mesmos, hoje: Quem está carregando nossos fardos? A religião tem sido um fardo ou uma libertação para nos? Deus tem sido um fardo? Jesus Cristo é descrito no Novo Testamento como o supremo carregador de fardos do mundo. Ele levou sobre si os nossos pecados [veja Isaías 53]. Ele também carrega as nossas tristezas. Como escreveu Pedro: “Lancem sobre ele toda a sua ansiedade, porque ele tem cuidado de vocês”[ 1 Pe 5:7]. A grande tragédia é quando invertemos os papéis designados por Deus e tentamos carregá-lo, em vez de permitir que ele nos carregue, como ele prometeu!

Pastor Euler P. Campos- 22 de março de 2012

16/03/2012

CASAR-SE E AMAR POR OBEDIÊNCIA A DEUS - Oséias 1:2



Palavra ministrada para os casais da Igreja Sal da Terra do bairro Canaã – 15/03/2012
 

INTRODUÇÃO - Inicialmente, eu quero fazer um alerta. É muito comum quando ouvimos uma palavra de alerta, principalmente, quando vem de Deus, de, em nossa mente, ficarmos lembrando os parentes, amigos e conhecidos e pensarmos: que eles deveriam estar aqui para ouvir. Deus não vai falar para ninguém que não está aqui. A sua Palavra nesta noite, é só para nós que estamos aqui e não é nem para quem está assentado ao nosso lado – marido, esposa e outros. Para toda pedra que eu tento jogar em alguém Deus fala “quem não tem pecado ou pensa que não tem lança a primeira pedra. Com base em um momento da vida do profeta Oseias, vamos nesta noite, meditar no significado de CASAR-SE E AMAR POR OBEDIÊNCIA A DEUS.. Achei este título e gostei. E vi que poderia ser o tema desta noite. Por favor mantenham a Bíblia abertas no Livro de Oseias. Vamos orar.
 

OSEIAS E DEUS - A Bíblia nos mostra Oséias, um fiel profeta de Deus, como um homem COMPROMETIDO E CENTRADO A OUVIR E OBEDECER A DEUS. A mulher de Oséias se tornou adúltera, e teve filhos com seus amantes. Apesar de tudo que Oséias fez para mostrar o seu amor, ela o trai repetidas vezes. E um dia o Senhor falou a Oseias: “Vá, busque a sua mulher que se prostituiu e os filhos que ela teve com outros homens...” Se Abraão foi testado em sua fé com a ordem de sacrificar o filho, agora, Oseias é testado em sua obediência com a ordem de buscar sua mulher que se tornou prostituta. À primeira vista esta aparente “loucura” de Deus nos deixa assustados ou, como diz nossa bisneta, nos deixa “bejes”. Muitos de nós, de orgulho ferido, certamente poderia dizer: “Este não é o Deus que eu conheço” e resistiria a obedecer. Eu concordo: para nossos padrões de homens e mulheres fracos no entendimento do pensamento de Deus é muito forte este mandamento de Deus. Mas, já foi escrito em 1 Coríntios 1:25: “... a loucura de Deus é mais sábia do que os homens...”


OBEDIÊNCIA É A DICA - Eu ando meio obsessivo com a palavra obediência. E tenho meditado que: se eu quero uma vida abundante, um ministério forte, a sustentação do nosso casamento, viver a fidelidade de esposo e de esposa, construir uma família cheia de graça, formar os filhos segundo o coração de Deus, caminhar na santidade, buscar a saúde espiritual, psíquica e, também, física, crescer na fé, saber amar e perdoar, para tudo isso e, muito mais, só há uma dica: OBEDIÊNCIA A DEUS. Fechando: não há outra certeza a não ser esta: A OBEDIÊNCIA A DEUS É A RAIZ DE TODOS AS GRAÇAS DO CÉU E DA TERRA. A DESOBEDIÊNCIA É A RAIZ DE TODOS OS MALES.


E tenho entendido, cada vez mais que tanto a nossa relação com Deus e, a nossa boa relação com as pessoas só têm sentido na obediência a Deus.  Nossa adoração, nosso louvor, nossa intimidade com Deus só são verdades na obediência a ele. Deus não acredita no amor de quem é desobediente à sua Palavra e ao seu chamado. E tenho certeza que só peca quem é desobediente. Eu obedeço a Deus porque o amo. Não preciso de mandamento para amar. E Deus quis checar até onde ia a sinceridade do amor de Oseias por ele, dando uma ordem pesada que mexesse com suas estruturas. Vamos tentar compreender esta “loucura” de Deus.
 

DEUS E NOSSAS ESCOLHAS – O foco de nossa palavra, agora é o casamento. Tomar alguém por esposa ou esposo é querer ter uma aliança muito séria. Infelizmente, quando escolhemos alguém para estar conosco, o fazemos sem um projeto que combine com o projeto de Deus. Por isso, nós mesmos montamos o perfil do homem ou da mulher ideal. Quase sempre, o perfil que nós montamos depende do que pensamos e do que queremos com o casamento. O desenho que traçamos do nosso possível parceiro ou parceira “ideal” – que não existe -, inclui: a beleza sedutora do corpo, a desenvoltura, especialista em cozinha, inteligência, criatividade, patrimônio, destaque social, sucesso profissional e outros. Para alguns ditos crentes não importa a confissão de fé e a vida espiritual. Importa a qualidade da “carne” se, possível, testada na cama. Tudo se resume em um objeto de utilidade sem nenhuma ferida e nenhum estrago. Apesar de cristão ou ministro de algum ministério, Deus não é consultado. A paixão e os instintos falam mais alto. Parece que não se escolhe um esposo ou esposa segundo Deus, mas um ou uma amante – um produto com tempo de validade. Em resumo, uma escolha na desobediência a Deus. As conseqüências de atitudes como essas são desastres conhecidos.


DEUS NOS COLOCA EM CHEQUE - A ordem de Deus à Oseias é chocante. Machuca nossos ouvidos: “Vá, busque a sua mulher que se prostituiu e os filhos que ela teve com outros homens...” O nome dela é Gômer. A maioria dos estudiosos confirma que esta mulher, de nome Gômer, era, mesmo, a mulher do profeta, que fiel no início e infiel depois ou tenha sido infiel antes do casamento. Perguntamos: será que Deus não tinha uma coisa melhor para Oseias? Se para nós, essa atitude parece absurda, Deus tinha um propósito a ser cumprido. E tenho certeza que  Oseias não escolheu a mulher errada. Mas podemos crer que, como Deus tinha um propósito com esta ordem a Oseias, o meu casamento e o seu tem um propósito. Só nossa intimidade com Deus poderá revelar seu propósito. Porque, em alguns momentos, com cabeça perturbada pelos acontecimentos frustrantes não vemos nenhum propósito e só, “sem-vergonhice”. Os acontecimentos frustrantes podem ser verdadeiros. Mas, em alguns casamentos, são criados pelo parceiro desequilibrado e de mente doentia!


A OBEDIÊNCIA É NECESSÁRIA: Oséias tinha tudo para questionar e não dar a mínima atenção à “loucura” de Deus. Como, às vezes, fazemos. Há defeitos e pecados em muitos casamentos, inclusive no meu. Mas o pior é o parceiro movido por falsa espiritualidade – um louco espiritual - que cria defeitos e pecados no parceiro, chegando até a orar para que Deus o mate. Em outras palavras, Deus estava dizendo para Oseias: “Não considere os desvios e traições dela, busque-a e se une, de novo, a ela! Eu estou lhe mandando para que eu possa concluir meu propósito”. Neste caso, creio que a obediência convicta e comprometida do profeta o fez calar-se e obedecer.


Obediência gera compromisso. E é deste recurso que precisamos para manter o casamento em todo e qualquer tempo, “faça sol ou faça chuva”. Precisamos nos comprometer a viver somente para aquela pessoa com quem casamos por mais defeitos que tenha, para nunca planejar uma experiência extra-conjugal. Não apenas vivermos ajuntados, mas em uma só carne temperada com amor e, quando for necessário colocar uma pitada de perdão. O parceiro compromissado é resoluto e sabe que o outro que está em sua vida é aquele com quem se casou sem nenhuma possibilidade de pensar em uma terceira pessoa. Em sua consciência está escrito: EU ME CASEI PARA SEMPRE E VOU ENVELHECER COM ESTA PESSOA, CUSTE O QUE CUSTAR.


O compromissado com Deus e com o casamento sabe que não há ninguém melhor que sua esposa ou esposo que o complete. Um é tudo para o outro! É um desastre e ninguém agüenta viver com uma pessoa que concorda 100% em tudo. Isto empobrece qualquer relação. As diferenças enriquecem. Aquela maneira diferente de falar, de pensar, de agir é que, nas relações maduras, alimentam a atração de um pelo outro. A força de toda relação conjugal está na capacidade de dialogo e nas atitudes de convergências. Para quem ama, na obediência a Deus, não existem as diferencias. Se alguém casou, simplesmente, para ter um homem e uma mulher boa de mesa e de cama, busque, busque enquanto é tempo,  viver seu casamento no amor que “tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta” – 1 Coríntios 13:7 - por obediência ao Senhor da vida e do amor!


AMOR SENTIMENTAL X AMOR COMPORTAMENTAL - “Vá procurar sua mulher e volte com ela para casa. Ame-a, embora ela goste de trair você com outros homens” (Oséias 3:1 – Bíblia Viva). Quando se trata de vida conjugal, podemos aplicar duas formas de amor: O AMOR SENTIMENTAL e o AMOR COMPORTAMENTAL. No começo, Oséias vivia somente o amor comportamental – manter uma relação com base na lei da obediência. O amor comportamental, comum nos antigos casamentos arranjado, não garante aquela felicidade no casamento. O amor comportamental pode ser frio, sem expressões afetivas. Assemelha-se a amor para manter tradição familiar ou para não não ferir os princípios da da religião. Estão juntos, porque é natural o homem ter uma mulher e a mulher ter um homem. Eu chamaria isso mais como uma RELAÇÃO COMPORTAMENTAL NATURAL. Pode não haver aquele amor quente de prazeres afetivos. Mas, é possível que a pratica do AMOR COMPORTAMENTAL NATURAL leve

ao nascimento ou ao crescimento do amor sentimental. Deus pode e já fez grandes milagres nessa área.


Não se pode negar que alguma coisa, um sentimento, segurava esta relação de modo que esposo e esposa se envelheciam juntos em fidelidade, gerando filhos e netos. Por isso, entendo que, em algum momento,  o amor sentimental encheu o coração do profeta Oseias enquanto convivia com Gômer e caminhava em obediência a Deus. “Vá procurar sua mulher e volte com ela...”


Não sei como é e está a relação de conjugal de vocês. É possível que apesar de jovens ainda, sua relação, em um tempo ou outro, seja carente e fria de sentimentos.  Isto é péssimo! O sentimento é paixão que esquenta a relação. Gera sensação de bem estar, de realização. Ajunta um ao outro. Desgraçada é a relação esposo e esposa, onde não há sentimento, nem sensibilidade alguma. É, simplesmente, uma relação mecânica. Não há sentimento nem, na cama. É terrivelmente lamentável quando esta relação sem sentimentos – o mesmo que sem amor – é alimentada por esposo ou esposa que se dizem íntimos de Deus. Eu tenho a impressão que quando Deus vê isto, ele sente tamanho mal-estar que tem uma forte crise de vômitos.  E mais duro ainda se o esposo ou a esposa desta relação nega ver isso e passa à acusação do parceiro por esta relação que tem cheiro de inferno conjugal. Misericórdia!


COMO O AMOR COMPORTAMENTAL PODE DESPERTAR E REATIVAR O SENTIMENTO? Eis algumas dicas: Mudar a visão. Ignorar os defeitos e os pecados do outro. Mudar a visão! Deixar de ser crítico, acusador persistente, sem disposição para ajudar. Não ficar tentando concertar tudo de uma só vez. Aprender elogiar. Fazer as coisas comuns que muitos conhecem, mas não sabem fazer: dar presentes, fazer declarações de amor, se entregar inteiro em amor, em prazer, em sinceridade e em respeito. A receita maior para que tudo aconteça é: OBEDECER AO DEUS QUE DIZ: “Vós, maridos, amai a vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela,” - Efesios 5:25. O que estamos dizendo não é só para os homens. Não fiquem, pois, as mulheres se vendo mal amadas e vítimas, passivas, esperando a iniciativa dos homens.  O amor comportamental é atitude! Ele só compensa se temperado com uma boa carga de amor gerado pela obediência ao Senhor.


OBEDIÊNCIA QUEBRA O ORGULHO - O orgulho de Oséias foi para o “espaço”, porque Gomer chegou a dizer: “Vou atrás de outros homens para me oferecer a eles em troca de comida, bebida e roupas”. - Oséias 2:5 – Bíblia Viva. Isto arrebenta com qualquer conhecimento e força de um homem e estraçalha coração de uma mulher. Agora, imaginem o profeta Oséias andando pelas ruas e as pessoas cochichando e falando: “Lá está o marido da prostituta, lá está o chifrudo! Olha que bobalhão, etc.” As vezes, me pergunto se alguém de nós agüentaria isto nos dias de hoje. Creio que o orgulho não nos deixaria continuar nesta relação, apesar de cristãos. A mídia fica vermelha de sangue com as notícias de vinganças de homens e mulheres chifrados. Eu conheço homens e mulheres equilibrados e de fé, que tiveram o mesmo comportamento de Oseias. Foi atrás e trouxe o parceiro infiel para casa. Mas há pessoas seguras, equilibradas e fortalecidas pelo amor que conseguem passar por momentos semelhantes com o gesto sincero do perdão.


TUDO ISSO TEM UM PREÇO - Oséias pagou um preço por sua esposa. “Senhor me disse: “Vá procurar sua mulher e volte com ela para casa. Ame-a, embora ela goste de trair você com outros homens. [...] Assim, eu a comprei de volta por quinze moedas de prata e duzentos quilos de cevada, e disse a ela: “Você vai ficar sozinha em casa por muitos dias. Não vai sair para se prostituir com outros homens. Vai me esperar e eu também esperarei por você” - Oséias 3: 1-3 – Bíblia Viva. Será que vocês vêem como eu vejo a beleza desta cena?


Qualquer homem poderia dizer: “Já vai tarde, estrupício, tranqueira. Deus é bom me livrou desta safada..., etc. E Oséias traído, abandonado, envergonhado na sociedade, assunto predileto do povo, vai buscá-la de volta. É a amostra do que Paulo escreveu em Éfeso 5:25: Ame sua esposa, com amor inteiro de corpo, de alma e de espírito, como Cristo amou a igreja”. E como a Igreja tem traído Jesus, seu noivo! E mais, Oseias investiu dinheiro alto para ter a mulher de volta.


Agora, uma pergunta: quanto você pagaria ou investiria por seu cônjuge para honrar a palavra do Senhor de amá-lo, na alegria e na tristeza, na pobreza e na riqueza, na saúde e na doença, na vitória e nas frustrações, na compreensão e na incompreensão? Invista no amor, na alegria, na paz, na paciência, na amabilidade, na bondade, na fidelidade, na mansidão, no domínio próprio. Contra isso não há diabo que agüente! Vamos ter o mínimo de vergonha na cara!
 

O MOMENTO DE DEUS - Este é, pois, o momento de Deus. O momento de cada um avaliar como está sua vida de obediência ao Senhor; avaliar o poder da Palavra de Deus em seu casamento; avaliar o processo de santidade na sua vida e no seu casamento; avaliar o tratamento dos seus pecados conjugais; de responder por que, até hoje, você não se arrependeu e confessou seu pecado para o cônjuge e para a igreja; e por que ainda não tirou sua máscara. E termino com o que está escrito no capítulo 14, verso 9 de Oseias, conforme a Bíblia Viva: “Quem é sábio deve entender essas coisas. Quem for inteligente, ouça com atenção. Pois, os caminhos do Senhor são verdadeiros e certos, e os justos andarão neles, mas os pecadores tropeçarão”.


Euler P Campos

11/03/2012

PAIS DE JOELHOS, FILHOS DE PÉ

 Campanha “Pais de Joelhos, Filhos de Pé” na Igreja Sal da Terra Sul. “Pai de Joelhos, Filhos de Pé” é um título que revela uma verdade. Não temos dúvida que, mais do que as mãos levantadas expressando louvor, do que a boca que canta, é o joelho que chama mais a atenção de Deus. Deus está de olho em nossos joelhos! Joelhos no chão nos levantam para a intimidade com Deus. Uma igreja de joelho nunca perde “o primeiro amor”.Nela, “muitas maravilhas e sinais acontecem” – Atos 2:43. Uma família de joelhos pode passar por tribulações mas, nunca será destruída. Talvez, os pais de joelhos no chão, não vão ver transformações em sua casa. Mas o Senhor vai continuar agindo. Não sei qual foi o foco de quem ministrou a semana passada. Espero que o Espírito Santo de Deus não nos deixe confundidos. Além do mais, o Espírito Santo tem sempre novidades. Basta que não endureçamos nosso coração. Que Ele seja bem-vindo! Aqui estão pais e mães cristãos. Quero dizer que ser pai e ser mãe é um chamado de Deus. É um ministério. De agora para frente, sempre que eu falar “pai” ou“paternidade”, estarei falando também “mãe” e “maternidade”. O ministério da paternidade já foi rascunhado em Gênesis 1:27 e 28. Nesses versículos lemos: “Assim Deus criou os seres humanos; ele os criou e os abençoou, dizendo: Tenham muitos e muitos filhos, espalhem-se por toda a terra e a dominem”. O ministério da paternidade começa com tendo filhos ou adotando filhos. Eu poderia incluir nessa os chamados filhos espirituais. A Bíblia vai, no correr dos tempos, capacitando o pai e a mãe para o exercício deste ministério. Mas, eu já poderia dizer que as responsabilidades básicas deste pastoreio consiste em AMAR os filhos de todo o coração e com toda a vida; ENSINAR os filhos nos princípios da Palavra de Deus e DISCIPLINÁ-LOS para que não caiam nas tentações do sistema corrompido do mundo. São muitas as passagens da Palavra de Deus que têm como tema a relação pais e filhos. Provérbios é o livro que mais fala dessa relação. O texto de fundo para nossa reflexão, hoje, é o que Paulo, de forma curta, disse para as famílias cristãs da cidade de Éfeso, capítulo 6, versos 1-4: “Filhos, obedeçam a seus pais pois isso é justo. [isso é certo, é dever cristão] Honra teu pai e tua mãe[Respeite-os] – este é o primeiro mandamento com promessa – para que tudo corra bem e tenhas longa vida sobre a terra”. Pais, não irritem seus filhos; antes, criem-nos segundo a instrução e o conselho do Senhor [com a disciplina e os ensinamentos cristãos]. Esta exortação de Paulo não é a única. Muitas outras passagens falam igual ou semelhante à de Paulo. Por exemplo: Êxodo 20:12, Deuteronômio 5:16; 11:19; Levítico 19:3; Provérbios 6:20-23; 13:24; 19:18; 20:13; 22:6; 23:22; 29:15; Mateus 15:4; Colossenses 3:20-21 e Hebreus 12:7-11. E em muitos outros lugares Deus mostra a PREOCUPAÇÃO COM FILHOS. Talvez, muitos não dêem conta de uma coisa: Deus tem necessidade de filhos. Sem filhos, ele seria um Pai desocupado! Mas, Jesus diz, no Evangelho de João, que o Pai dele “continua trabalhando até hoje...” – João 5:17. E todo o seu trabalho é para seus filhos.. Não é por nada que ele tem também o nome de PAI. Esta preocupação de Deus me parece confirmada com o tanto de vezes que a palavra“pai” e a palavra “filho” aparecem na Bíblia. “Pai”, aparece em 464 versículos e a palavra “filho” em 2.328 versículos. Há uma mensagem nessas informações: Assim como Deus se ocupa vinte e quatro horas com cada um de nós, seus filhos, o pai, depois de Deus e da esposa, não pode, nunca, esquecer que têm filhos. Não há desculpas para este comportamento. O pai tem uma HERANÇA a ser guardada. O não cuidado com esta herança – filhos - é pecado. É crime. As próprias leis do Estado criminalizam o desleixo dos pais com relação aos filhos. Voltando ao nosso texto. Os versos de 1 a 4 de Efésios 6 atribuem aos filhos duas responsabilidades: OBEDECER E HONRAR. Deus sempre deu um valor forte à obediência. No conceito de Deus desobediência é rebeldia e rebeldia é feitiçaria. Está escrito em 1 Samuel 15:23:“... a rebelião é como o pecado de feitiçaria, e a arrogância como o mal da idolatria”. Está na cara que desobediência é atitude própria de arrogantes. Desobediência é nome de um veneno que destrói uma casa, destrói uma igreja e quebra, violentamente, os laços entre o homem [filho de Deus] e Deus. Deus pode ser manso frente a alguns pecados... Mas, é duro e intransigente com o pecado da desobediência. No mundo natural e espiritual, desobediência é rejeição ao amor. Quem ama obedece porque ama. E somente pais obedientes ao Senhor têm autoridade para cobrar obediência dos filhos! Mas, o foco desta noite não são os filhos. Eles podem ser assunto em um outro tempo, um outro lugar. O foco de Deus, agora, são vocês, pais. Hoje é o dia especial que o Senhor fez para falar com vocês e para vocês. Se Paulo fala aos efésios que duas são as responsabilidades dos filhos, também diz que são três as responsabilidades dos pais: 1. NÃO IRRITAR OS FILHOS - não incitar, não provocar, respeitar a individualidade. 2. CRIAR OS FILHOS – desenvolver seu crescimento em sabedoria [desenvolvimento da mente], em estatura [cuidado com a saúde física, psicológica e social] e em graça [desenvolvimento espiritual]. Tudo temperado com gentileza, afabilidade, alegria e segurança. E, por último: 3. EXERCER A DISCIPLINA – treinamento dos comportamentos [caráter] através de recomendações e admoestações. O que será que Deus quer revelar com esta palavra, nesta noite, a nós pais? Pelo que eu penso, ele quer nos mostrar qual a imagem que ele quer construir no coração do pai para a família que ele – Deus - criou. São imagens lindas que ele quer ver concretizadas. Primeira imagem – Deus quer o pai como SUA IMAGEM E SEMELHANÇA no exercício da paternidade. Jesus, uma vez disse: “Quem me vê, vê o Pai”. A maior alegria e prazer de um filho ou de uma filha é poder dizer: “Quem me conhece conhece meu pai". “Eu sou meu pai escrito”. “Eu, falo, eu penso, eu faço, eu sonho como meu pai”. É a marca do pai gravada na mente e na alma do filho. O cuidado que se precisa ter é que o filho, mesmo com essas semelhanças, não perca a sua identidade. Desgraçado é aquele pai que não deixa nenhuma marca de valor nos filhos! O filho é a carta escrita pelo pai não com tinta, mas com sua presença viva, física e espiritualmente, não em tábuas de pedra, mas na tábua de um coração gente sensível. Mas, esta carta pode ser uma carta romântica escrita com a tinta vermelha do amor ou, uma carta trágica escrita com a tinta roxa do ódio. Segunda imagem - Deus quer o pai como PASTOR DE SUA CASA. Todo filho precisa de um PASTOR em sua vida, segundo o salmo 23. Isto é, precisa de um pai que faz de tudo para NADA FALTAR a seus filhos. Um PAI PRESENTE, sem ser grudado, sem superproteções, em todo o tempo de vida dos filhos. Um pai que coloca nos filhos A ESPERANÇA, A CORAGEM e nunca O MEDO das contradições da vida. Um pai que tira, de todos os momentos da vida, UMA LIÇÃO para seus filhos. Um pai que é capaz de ABRAÇAR E DE BEIJAR seus filhos, quando os momentos parecem escuros, perturbadores, desanimadores. Um pai que tem a MESA SEMPRE MONTADA, em casa, onde haja alegria, unção, comunicação. Onde os relacionamentos familiares são fortalecidos. Uma mesa contra qualquer tipo de inimigos da família. Um pai, cuja BONDADE E FIDELIDADE serão lembradas em todos os caminhos que os filhos fizerem. Leiam o salmo 23 com espírito de paternidade. A síntese é esta: pai que é pai, segundo o coração de Deus, depois do Reino de Deus, têm A FAMÍLIA COMO SUA PRIORIDADE NÚMERO UM. Terceira imagem – Deus quer um pai SACERDOTE E ADORADOR, à semelhança do Jó descrito em seu livro, no capítulo 1. Um modelo de HOMEM-PAI INTEGRO E JUSTO, TEMENTE A DEUS E SEM MALDADE. Um pai só pode ser um representante pessoal de Deus e um pastor de seus filhos se, também e, antes de tudo, for um SACERDOTE ADORADOR. Um fiel e íntimo de Deus, orando com a esposa, meditando todos os dias a Palavra e fazendo dela a direção de sua vida e, assim, guardar os filhos do pecado. A Palavra nos relata que tal era a preocupação de Jó com a vida espiritual de seus filhos que “de madrugada ele oferecia um sacrifício em favor de cada um deles, pois pensava: “Talvez meus filhos tenham , lá no íntimo, pecado e amaldiçoado a Deus”. Esta era uma prática de todos os dias de pai sacerdote adorador! Deus quer um pai semelhante a Jó. Um pai sempre em espírito de oração e sacrifício. Um pai comprometido com a vida de sua igreja. Um pai atento para que os deuses das futilidades não pervertam as almas de seus filhos. Em resumo: DEUS QUER PAIS DE JOELHOS PARA QUE OS FILHOS NÃO CAIAM E PERMANEÇAM CAÍDOS! Quarta imagem – Deus quer um pai QUENTE DE AMOR. Há um crime comum na relação pais e filhos. Este crime tem um nome: AUSÊNCIA. É um dos crimes mais abomináveis perante Deus. Ausência de pai pode formar bandidos, se a graça de Deus não alcançar seus filhos. Ausência de pai é morte dos filhos. Saibam que amar implica PRESENÇA INTEIRA COM TUDO O QUE O PAI É: CORPO, ALMA E ESPÍRITO. Uma das doenças terríveis que, por vezes, tomam conta da alma de crianças e jovens é a falta de AUTO-ESTIMA. E a baixa auto-estima, no caso da relação pai e filhos, é caracterizada pela CARÊNCIA de abraços, de beijos, de palavras com afetos, palavras de elogios. De um amor que enche a vida. É uma atitude de otário a do pai que, em nome de sua macheza, não expressa afetos. É terrivelmente triste, doído, ouvir de filhos este depoimento: “Meu pai nunca me beijou, nunca me abraçou, nunca me elogiou!”. “Meu pai nunca quis saber quem eu era”.Filho feliz é aquele que é cheio do AMOR PRESENCIAL do pai. A figura do pai, é a mais marcante na formação familiar. Assim quis Deus! Hoje, em muitas casas estão filhos rejeitados, abandonados! E, por não terem sido amados, nem aprendido a amar, eles procuram amor nas drogas e se tornam bandidos aterrorizantes para a mesma família, onde nasceu e viveu um tempo. E você, pai não se preocupa, enquanto as tragédias não acontecerem em sua casa.! É nas famílias que são formados os bandidos e os abençoados. Pelo amor do Deus de seus filhos, não espere chegar o tempo para chorar! O amor-presença é disposição ao sacrifício para o bem dos filhos. Não é somente sacrifícios de dinheiro. É sacrifício de interesses pessoais. É fazer uma aliança com Deus para criar os filhos para sua glória e louvor.. Quinta imagem - Deus quer um PAI INSTRUTOR-TRREINADOR. Instruir é ENSINAR, DOUTRINAR, EVANGELIZAR, CAPACITAR, COMUNICAR. AMAR é o ponto de partida para a formação da vida dos filhos e INSTRUIR é o exercício para esta formação. Instrução tem a ver com pedagogia que, no grego, significa conduzir com as mãos. O pai, antes de qualquer professor, é o primeiro pedagogo de seus filhos. O pai, na educação, está sempre de mãos dadas com os filhos, todos os dias, levando-os pelos caminhos do aperfeiçoamento do caráter e das conquistas e alegrias da vida saudável. Na educação, o pai, em alguns momentos, necessita saber ser criança com seus filhos! O conceito de instrução inclui: DESENVOLVER A SENSIBILIDADE espiritual, a DOCILIDADE e a BOA DISPOSIÇÃO diante de Deus. ENSINAR A PARTICIPAÇÃO dos filhos na vida da casa. ESTIMULAR A DEDICAÇÃO aos estudos, a formação de amizades, o desenvolvimento dos relacionamentos cooperativos na família, na escola, na comunidade, na igreja. PREPARAR PARA LIDAR com dinheiro e com o tempo. ACOMPANHAR O DESENVOLVIMENTO da sexualidade dos filhos. ESTAR ATENTO ao comportamento dos filhos nas redes sociais - um perigo para o casal, para os filhos. CONHECER a escola e as amizades dos filhos. AJUDAR NA DESCOBERTA dos objetivos da vida e da vocação. ENSINAR A TER LIMITES. Isto é, saber discernir o que é permitido e o que não é. FAZER OS FILHOS ENTENDEREM que quem manda na casa é o pai. É impressionante como os filhos – desde os primeiros anos - estão assumindo um poder sobre os pais. É o filho quem manda! Crianças de três a quatro anos já estão mandando nos pais! É lamentável! Que pais e filhos saibam que limites não são castigo é PROTEÇÃO e SEGURANÇA. Sexta imagem – Deus quer um PAI DISCIPLINADOR [não um xerife] – que seja obedecido. Obediência não é opcional. É ordem, em qualquer circunstância. DISCIPLINA É PARTE DA EDUCAÇÃO. Nos casos que exigem disciplina não pode haver condescendência nem desculpas de idade. Não é o tempo todo ficar achando graça das ‘pirraças” as crianças. Se necessário, use-se a “vara” mas, sem excessos, nem levados pelo calor da discussão, nem empurrados por emoções de descontrole da raiva – da “irca”. O uso da “vara” é lição de Deus. Se houver excesso, o pai não tenha medo de admitir o erro e pedir perdão. Excesso de “vara” é fraqueza de autoridade do pai. Toda disciplina tem uma medida. Caso contrário, ela não produz o efeito desejado. É claro que, ao casar-se, o filho assume a sua própria vida, a sua casa e deve ser respeitado. Não é mais problema do pai. É proibido ao pai intervir e interferir na vida dos filhos casados. Mas, o pai continua pronto para atender o chamado de socorro e de consulta dos filhos saídos de casa. Por ordenança de Deus, é o PAI RESPONSÁVEL PELA DISCIPLINA dos filhos. E ele só vai ter autoridade moral na disciplina dos filhos se ele for uma PESSOA PRESENTE em suas vidas. PAI AUSENTE NÃO TEM FORÇA PARA INSTRUIR E DISCIPLINAR. Mas, a mãe não pode e não deve “empurrar” para o marido toda e qualquer correção. Se a mãe tiver que aplicar a disciplina, os filhos devem saber que o pai concorda. Se em tudo deve haver acordo entre os pais, muito mais em se tratando de disciplina dos filhos. De outra forma, vamos ter na família filhos do PP - partido do pai e filhos do PM - partido da mãe. . Para terminar este último tópico, vamos recordar o que diz a Palavra. “ Quem não castiga o filho não o ama. Quem ama o filho castiga-o enquanto é tempo” .– Provérbios 13:24. “Corrija os seus filhos enquanto eles têm idade para aprender, mas não os mate de pancadas”– Provérbios 19:18. “É natural que as crianças façam tolices, mas a correção as ensinará a se comportarem” – Provérbios 22:15. Não deixe de corrigir a criança. Umas palmadas não a matarão. Para dizer a verdade, poderão até livrá-la da morte”[1] –Provérbios 23:13-14. “É bom corrigir e disciplinar a criança. Quando todas as suas vontades são feitas, ela acaba fazendo sua mãe passar vergonha” – Provérbios 29:15. “Corrija os seus filhos, e eles serão para você motivo de orgulho e não de vergonha” – Provérbios 29:17. Todas essas responsabilidades dadas por Deus, como sua missão e ministério, só serão possíveis aos pais que estão sempre de joelhos. Queridos pais, se vocês amam e querem formar seus filhos, segundo o coração de Deus, ajoelhem-se diante dele e eles – seus filhos – serão maravilhosos em sabedoria e graça!

Por: Pr Euler P. Campos
março de 2012

13/02/2012

JESUS PEDE LICENÇA PARA ENTRAR...

Minha saudação inicial é dizer ao Espírito Santo de Deus que ele seja bem-vindo. Primeiro porque aqui é o seu lugar, principalmente quando o momento é de aprendizagem e exortação. E segundo porque precisamos dele. E seria uma loucura espiritual querermos resistir à sua revelação. Além do mais, uma igreja sem o Espírito Santo é uma comunidade de ossos secos. Nós sem o Espírito Santo somos apenas ossos secos. Sem vida. Ainda que tenhamos carne envolvendo os ossos, continuamos sem vida. Declarem, pois, comigo: BEM-VINDO ESPÍRITO SANTO!
Convido a todos par que, por alguns momentos, fiquem em silêncio, fechem seus olhos, abram seus ouvidos e ouçam umas batidas na porta do seu coração. Ouçam, com atenção! Alguém está batendo à porta do seu coração.
Tenho descoberto, ultimamente, que Deus, também, tem suas necessidades “psicológicas”. Quando lemos e oramos a oração do Pai Nosso, o Espírito Santo nos revela as necessidades de Deus. Ele tem necessidade de nosso louvor, de nossa adoração, de nossa santificação, de nossa obediência. Por isso ele é chamado de Pai Nosso. E, como todo pai, Deus também tem desejos de ter filhos. Tem os desejos de Pai. O que Deus ficaria fazendo se não tivesse com quem se relacionar, conversar, expressar seus sentimentos?
Quando ele, Deus, o Criador, o Senhor, o Todo poderoso se autodenomina de Pai é porque ele precisa e quer expressar suas necessidades. E sua maior necessidade é estar junto com seus filhos, que somos nós. E a sua necessidade que mais me impacta, que me choca, ou, como dizemos lá em casa, me faz ficar “bege”, é a sua necessidade de amar e de ser amado. Eu creio que Deus, ao criar o homem à sua imagem e semelhança, ele não queria somente de sua criatura o louvor (“fomos criados para louvar a Deus) mas, também, queria alguém a quem amar e de quem receber amor. Ou seja queria alguém com quem estar continuamente trocando “juras” de amor. E é tremenda a sua expressão de amor para conosco. Isto é manifesto, de uma forma estonteante, no capítulo 3, verso 16 do evangelho de João: “.... Deus amou tanto o mundo que deu seu Filho único, para que todo aquele que crer nele não pereça, mas tenha a vida eterna”
Diferente de qualquer outro tipo de deuses, o nosso Deus é AMOR. Os outros deuses querem tudo para eles, enquanto o nosso Deus quer tudo para nós. Amor é o nome do nosso Deus. Amor deveria o nosso nome como filhos de Deus, como somos chamados por Ele. Em Jesus, temos o mesmo “DNA” de Deus.
O amor de Deus foi tão forte, tão espantoso, a ponto de deixar seu filho único sofrendo, sozinho, na cruz. Jesus reclamou de sua ausência: “Meu Pai, meu Pai, porque me abandonaste, agora! Por que me deixaste sozinho!” Com esta atitude de um amor tão radical, eu penso que era como Deus dissesse a seu Filho único: “meu filho você não me pertence mais. Você, agora, é de Euler, é de Paulo, é de Cida, é de João Batista, de todos a quem eu amo e quero salvar.
Deus nos ama tanto que sente necessidade de ficar, vinte e quatro horas, ou, como Deus não tem o nosso fuso horário, em todo o seu próprio tempo, perto de nós. Por todo o tempo dele, nós ocupamos o pensamento de Deus, por pior que sejamos, por mais traidores que sejamos. Durante todo o tempo da vida que ele mesmo nos dá ele fica batendo à nossa porta. “Eis que estou à porta e bato”. Bate à porta da sua igreja, a comunidade de seus filhos, bate à porta de nossas casas e bate à porta de nossa alma e de nosso coração. Mas como está, às vezes, difícil ele entrar! Porque temos resistência em abrir para que ele entre e fique à vontade.
Uma pergunta: esta igreja está com a porta sempre aberta para Jesus? Porque para algumas igrejas, Jesus é um estranho. Sua casa – família – está sempre aberta para Jesus? Ou ela já está tão cheia de bezerros de ouro, de “estrelas” que não há mais lugar para ele.... E Ele iria incomodar muito, como já incomoda algumas igrejas...
Vamos lembrar uma das cartas que Jesus, escreveu às igrejas, como está no livro do Apocalipse. Sete igrejas receberam a sua carta. Uma carta específica para cada igreja específica. Para algumas, ele expressou elogios de satisfação e, para outras ele expressou tristeza, decepção e traição. Mas vamos abrir a Palavra em Apocalipse 3: 14-22. Cada carta é uma profecia para o tempo que sua igreja iria viver durante toda a História até hoje. A maioria dos intérpretes, não tem dúvida em afirmar que esta carta à igreja de Laodicéia é a revelação do que a igreja de Cristo está vivendo, nos momentos atuais. E quando falamos igreja, o mesmo falamos da família e da pessoa chamada que tem o nome cristão. A família, dita cristã, não é mais a que Deus pensou. O cristão, salvo, não é mais o que Deus pensou. Já faz um tempo que ele “esqueceu o primeiro amor”, ou, nele, “há uma coisa errada: não ama Jesus como no princípio” – Bíblia Viva, Apocalipse 2:4.
A Igreja de Laodiceia – retrato da igreja em que vivemos – ainda que se vangloriando de ser a Igreja de Cristo, se deixou embriagar pelos deuses de ouro, substituiu o Espírito Santo de Deus pelo espírito de sedução do mundo que se multiplica a cada dia em outros espíritos de poderes que se competem, de vaidade e orgulho, de comércio de louvores e milagres.
Não há diferença mais entre a IGREJA DE JESUS CRISTO (maiúscula) e a “igreja” do mundo, mais divertida. Há grandes estruturas, muito dinheiro, muito poder que vem da vaidade e, não de Deus, muita esnobação sacrílega do nome cristão. Há até louvor com poderosos conjuntos e estrelas de louvor, mas não há mais intimidade com o Senhor e, não mais santidade. Uma igreja que tem tudo, mas está nua, sem fé que transforma, sem visão das coisas do alto, sem visão missionária e evangel´ística, e se tornou uma igreja morna. Sem espiritualidade, sem virtudes, sem compromisso. Uma igreja que não mais se engravida de filhos. Mas se engravida de monstros de futilidades, de sexualidade, de competições internas, de “cristãos” estranhos e que se estranham. O amor já era!... Em algumas há até milagres, mas não há conversão e compromisso. Promessas, milagres, prosperidade é tudo produto de venda. A igreja que tem uma boa equipe “cristã” de venda de promessas e milagres, vende mais ou “cresce” mais... Cruz, amor, solidariedade, salvação, louvor, adoração, intimidade, são produtos difíceis de se vender em algumas das igrejas por aí...
Este tipo de igreja faz revirar o estômago de Deus a ponto de ele dizer: não agüento mais. Vou vomitar. É a única vez, em toda a história bíblia que Deus se sente mal do estômago diante do mal. Jesus suporta uma igreja fria ou quente, porque ainda há condição de ele fazer alguma coisa. Mas uma igreja morna... Talvez Cristo prefere uma oposição direta á sua Palavra do que o comodismo. Talvez ele prefere uma rejeição mais clara do que o “é e não é”.
Mas Jesus não deixa de amar... Se sua grande paixão é amar, ele ama e vai amar até o fim, ainda que sofra de enjôo. Por isso ele continua junto à porta e batendo. É um quadro muito, muito e muito estranho: Cristo, do lado de fora, pedindo licença para entrar em uma de suas igrejas. Mas, em certa medida, esta é a situação de muitas igrejas nos dias de hoje, que operam em nome de Cristo, mas dando pouca importância e ênfase à pessoa dele, à sua cruz. Ele, Jesus, não passa de uma quadro dependurado na parede.
E Cristo chama atenção para as extravagâncias dessas igrejas, para a soberba e o orgulho delas. Veja nos versos 17 e dá um conselho no verso 18. E, ainda, revela sua disposição, no verso 19. Vamos ler na versão A Bíblia Viva: “Você diz: “Eu sou rico, tenho tudo o que necessito; não preciso de coisa alguma”. E não percebe que espiritualmente você é um desgraçado, um miserável, um pobre, um cego e um nu - PECADOR. O meu conselho a você é que compre de mim ouro puro, ouro purificado pelo fogo – só então você será verdadeiramente ESPIRITUALMENTE rico. E que adquira de mim vestes brancas, limpas e puras, para que não fique nu e ESPIRTUALMENTE envergonhado; e que obtenha de mim remédio para cura de seus olhos e devolver-lhe a sua vida COM OS OLHOS DO ESPÍRITO”. Eu corrijo e castigo constantemente todo aquele A QUEM AMO; portanto, devo castigá-lo, a menos que você abandone sua indiferença e se torne um entusiasta das coisas de Deus.
Vamos para os últimos versos desta palavra de 20. Grandes promessas, que serão cumpridas, são feitas aos vencedores, aos entusiastas, aos “quentes” do amor comprometido. Vejamos essas especificadas nos capítulos 2 e 3.
2:7 – Eu darei do fruto da árvore da vida que está no paraíso de Deus.
2:11 – Eu lhe darei a coroa da vida – um futuro glorioso e sem fim.
2:17 – Todo o que for vitorioso comerá do maná escondido, a nutrição secreta do céu; e a cada um eu darei uma pedra branca, e na pedra estará gravado um nome novo que ninguém mais conhece, a não ser aquele que o recebe.
2:26-28 – Eu darei poder sobre as nações. Vocês a governarão com uma mão de ferro, tal como o meu Pai me deu autoridade de governá-las; elas serão esmigalhadas como um vaso de no barro quando é quebrado em pedaços pequeninos. E eu darei a vocês a estrela da manhã.
3:5-6 – Todo aquele que vencer será vestido de branco, e eu não apagarei o nome dele do Livro da Vida, e sim anunciarei diante do meu Pai e dos seus anjos que esse me pertence.
3:12 – Eu o farei uma coluna no templo de meu Deus; ele estará firme,. E não sairá mais;e eu escreverei o nele o nome do meu Deus, e será cidadão na c idade do meu Deus – a Nova Jerusalém , que desce do céu v inda do meu Deus; e terá o meu novo nome gravado nele.
Não vejo necessidade de tentar explicar estas promessas. Elas são tremendas fáceis de serem entendidas. Coloquem o coração nelas. Vibrem e louvem.
Terminando esta palavra, ouçam e levem com vocês o alerta de Jesus: “Atenção! Eu tenho permanecido à porta e estou batendo constantemente. (Se a igreja não abrir) e alguém – você – me ouvir chamá-lo e abrir a porta, eu entrarei e farei companhia a ele, e ele a mim. E permitirei que cada um que vencer se sente ao meu lado no meu trono, tal como eu ocupei o meu lugar com o meu Pai no trono dele quando me tornei vencedor”.
Que todas as nossas portas estejam sempre abertos para que o Senhor Jesus tenha fácil acesso à nossa igreja, à nossa família e a nós. Amém.

Por: Euler P Campos 13/02/2012

09/01/2012

A SENSIBILIDADE DE JESUS

O corpo de Jesus era de uma perfeição extraordinária que o tornava sensível á dor, às emoções e às pessoas.

Ao recapitular os escritos evangélicos, observa-se que ele experimentou todos os nossos sentimentos, alegres ou tristes, doces ou amargos, e em especial a dor. Apesar disto, acontecesse o que acontecesse, no fundo de sua alma reinavam sempre a serenidade e a alegria. A paz que ele se comprazia em desejar aos seus apóstolos – Lc 24:36; Jô 14:27; 20:19.26), ele a possuiu plena e continuamente. Ainda que algumas vezes os evangelistas declarem que ele sentiu certa perturbação, era sempre inteiramente dono de si – mesmo no Getsêmani, onde tão profundas foram as emoções do Filho de Deus. Ver Mt 26:36-46; Mc 14:32-42; Lc 22:39-46.

Em uma circunstância particular, João expressou essa turbação por meio de uma linguagem bem significativa: [Jesus] moveu-se muito em espírito e perturbou-se – Jo 11:33b. Mas nunca vimos suas emoções o dominarem nem fazê-lo desistir de sua missão – Jo 12:27-28. Suas emoções lhe estavam sujeitas, como todo o seu ser. Apesar de sua natureza humana, com seus afetos, afeições e “paixões”, ele se conduzia sempre de maneira nobre e santa.

Voltemos, porém, á admirável serenidade de seu espírito. Era esta uma de suas qualidades que se destacavam. Seguro de si mesmo e de sua missão, Jesus caminhou diretamente, sem vacilar, até seu alvo, pois conhecia o desígnio de seu Pai celestial, que lhe traçou o rumo em todas as ocasiões. Nunca também percebemos nele pressa excessiva, precipitação ou agitação impaciente; sua tranqüilidade era inalterável. Os seus cruéis inimigos podiam fustigá-lo, espiá-lo, opor-se a ele, acusá-lo, querendo por todos os meios ao alcance deles levá-lo a perder o controle e a desistir; mas Jesus não se deixou dominar pelo medo, não perdeu o foco, e venceu.

Nas catacumbas, há uma inscrição que descreve exatamente como Jesus andava em todas as circunstâncias: com doce alma e em paz. Tão inteiro e constante era o seu domínio sobre si mesmo que, em qualquer ocasião, ele sabia permanecer senhor de suas palavras e de seus atos.

Lembremo-nos da tempestade do lago de Genesaré, tão violenta que, apesar de os apóstolos, em sua maioria, serem pescadores profissionais e terem experimentado mais de uma vez o furor das ondas, fê-los tremer. Enquanto a tempestade rugia, Jesus dormia tranquilamente na proa do barco levantado pelas ondas. Quando eles, sobressaltados, despertaram-no, Jesus se levantou sem pressa, repreendeu-os carinhosamente por causa de sua falta de fé e, com o poder e a majestade divinos, fez a terrível tempestade cessar – Mt 4:37-39; Lc 8:32-25.

Nem os endemoninhados, que interrompiam as pregações de Jesus – Mc 1:22-26; Lc 4:33-35 -, nem seus adversários, quando o insultavam grosseiramente ou quando tentavam pôr suas mãos brutais nele – Mt 9:3; Lc 7:49; 11:45; 13:14; Jo 7:20 -, conseguiram fazer o Mestre perder sua tranquilidade. Se, por prudência, ele se ocultou momentaneamente, pois não tinha direito de adiantar a hora que seu Pai havia fixado para o seu sacrifício, não o fez por medo; tinha perfeita paz – Mt 15:21; Mc 7:24; Jo 7:1.

Ninguém pôde fazer Jesus perder seu equilíbrio emocional. Em meio ao perigo e ao espanto de seus discípulos, ele cumpriu, com toda a calma, o seu dever total – Lc 13:32; Jo 11:7-10. Sua vida pública transcorreu cheia de momentos difíceis, inquietantes, perigosos, porém Jesus deslizou como um rio de tranquilas águas, que flui mansamente entre suas margens sem transbordar; e como todo o sossego se encaminha até o oceano.

As influências externas jamais puderam levantar na alma de Jesus algum tipo de agitação. As aclamações populares não ao afetaram mais que do que a ingratidão dos homens. Não é que ele não sentisse com relação a estas coisas; mas sua alma estava sempre muito acima das situações. Em sua entrada triunfal em Jerusalém, Jesus se mostrou tão dono de si como quando esteve perante o Sinédrio, Pilatos e Herodes. Nem o Hosana ao Filho de Davi nem os gritos da turba perante o pretório abalaram sua confiança. Podemos comprovar isso em muitas outras ocasiões, como na resposta do Salvador às ameaças do tetrarca Herodes Antipas – Lc 12:32-33 – e ao orgulhoso Pilatos – Jo 19:11. Vemos a calma tranquila com que o Cordeiro de Deus lidou com os seus carrascos – Mt 26:45-46 -; a paz com que ele exalou seu último suspiro, apesar da amargura que causava à sua alma o aparente abandono do Pai – Mt 27:45-46.

Contudo, existem passagens em que vemos Jesus legitimamente indignado, pronunciando palavras de repreensão e ameaçadoras – Mt 9:30; 11;20-24; 16:23; 21:19; 23:1-39; Mc 1:25; 8:33; 9:19; 10:14; 11:14; Lc 4:35; 9:55; 11:33-52; 13:15. Ele chegou a aberta repreensão, expulsando os vendedores que profanavam o templo – Mt 21:12-13; Lc 19:45-46; Jo 2:14-17. O seu zelo pela glória de Deus ardia. E ele tinha aversão ao pecado e à hipocrisia. Por isso, NE mesmos os seus discípulos deixaram de ser repreendidos pelo Mestre quando erravam; eles tinham sido chamados à santidade. Mas sempre que Jesus permitiu que suas emoções falassem alto por alguns instantes, ele o fez deliberadamente e com um propósito em mente. Ele tinha sempre os seus sentimentos sob eficácia vigilância e controle.

O Salvador experimentou também, sobretudo no Getsêmani e no Calvário, o medo que deprime, o horror que estremece o coração, a tristeza que gera o desânimo. Que angústia entrevemos quando escapou de seus lábios o lamento: A minha alma está cheia de tristeza até à morte – Mt 26:38! Os escritores sagrados expressam com palavras fortes estas pungentes emoções – Mt 26:37; Mc 14:33; Lc 22:43. Por exemplo, um pouco antes de expirar, Jesus Cristo lamentou-se com este grito angustioso, que revela seu terrível sentimento: Eli, Eli, lama sabactani, isto é, Deus meu Deus meu, por que me desamparaste? – Mt 27:46.

JESUS SORRIA?

Alguns estudiosos têm considerado Jesus como um melancólico de rosto sempre sombrio. Mas tal opinião não se fundamenta nos evangelhos. Embora ele tenha conhecido momentos de profunda tristeza – pois tinha claríssima visão sobre a ingratidão e a dureza de coração de seu povo, sobre a covardia e a fuga de seus amigos mais chegados por ocasião de sua paixão - não devemos esquecer que sua alma, unida ao Pai, possuía habitualmente a plenitude da bem-aventurança.

Não é fácil imaginar Jesus às gargalhadas, mostrando ruidosa alegria; mas podemos acreditar que um celestial sorriso iluminava muito frequentemente seu rosto. O esplendor da natureza animada e inanimadas, as flores, as crianças, as doçuras da amizade, a certeza da felicidade eterna que atraía tantas almas, eram certamente para Jesus mananciais de doces e santas alegrias.

Não foi ele mesmo quem disse um dia que não era conveniente que seus discípulos se entregassem ao jejum e à tristeza, euqanto estivesse com ele? Estas palavras não podiam ser ditas por uma pessoa de natureza melancólica e sombria. Lucas também conta que, quando os setenta discípulos, a quem Jesus enviou para anunciar as boas novas, voltaram de sua pregação, alma de Jesus transbordou de santa alegria – Lc 10:21. E que alegria mais profunda a daquelas palavras que nos permitem ler na alma do Salvador as mais brilhantes esperanças para o futuro: E eu, quando for levantado da terra, todos atrairei a mim – Jo 12:32.

Sabendo acerca da ciência infusa do Verbo encarnado, não era de esperar, certamente, descobrir entre seus sentimentos o da admiração, o do assmbro? Mas os evangelistas testemunham que ele sentiu admiração em duas circunstâncias diferentes: diante da fé manifestada pelo centurião – Mt 8:10 – e da inexplicável incredulidade de seus conterrâneos de Nazaré – Mc 6:6. Mas, sendo homem e ao mesmo tempo Deus, Jesus podia admirar-se sem comprometer a sua ciência infinita, do mesmo modo que um astrônomo contempla com admiração um novo astro, cuja aparição ele havia previsto e anunciado muito tempo at rás.

Sugestão de leitura: Enciclopédia da Vida de Jesus, de Louis-Caude Fillion – Editora Central Gospel. São somente 1001 páginas!

08/12/2011

A MULHER DE IDENTIDADE

1. Antes de qualquer coisa, eu quero fazer uma pergunta a vocês mulheres. Uma pergunta que não quer calar. Você ama a mulher que você é? Você ama a mulher que está em você?

2. A resposta a esta pergunta define a sua identidade. Dá legalidade à sua identidade. Estamos vivendo em um mundo em que as pessoas, facilmente, desapercebidamente ou, mesmo, com consciência, estão perdendo ou trocando sua identidade. Não sabem o que são nem o que querem. Vivem na onda do “deixa a vida me levar”. Normalmente, quem deixa a vida levá-lo é porque está perdido.

3. Identidade não se nega, não se vende e não se troca. Sem identidade assumida, somos anônimas, desconhecidas para nós e para os outros. Não somos e não existimos. Se não formos espertas e equilibradas, o que fazemos pode estragar ou rasgar a nossa identidade. Nós, mulheres, sempre estamos correndo o risco de perdermos nossa identidade. Facilmente, nos tornamos simples coisas.

4. Os nossos papeis de mulheres e como mulheres de namoro, esposa, mãe, profissão são a nossa carteira de identidade. Nenhum papel que possamos exercer na vida pode contrariar nossa identidade, mas pode enriquecê-la. Não é apenas o nome, filiação e data de nascimento que nos identifica, mas o que cremos e fazemos. A mulher, que deixa a vida levá-la, se perde. Seu papel primeiro é levar a vida dentro de propósitos definidos e queridos.

5. O que fazemos revela o que somos. Somos conhecidas por aquilo que fazemos mais do que por aquilo que apresentamos ou representamos. Muitas vezes, o que apresentamos não passa de máscaras. E máscara é mentira. Para que isso não aconteça o que fazemos precisa ter espírito e marca.

6. A marca mais poderosa é o AMOR. Para nós, que sabemos em que Deus cremos, esta marca é o amor que vem dele. É o amor feito á semelhança do amor de Deus. Quem quiser saber o que é amor, precisa aprender de Deus. Não temos dúvida, o que caracteriza a mulher-criatura é o amor. O amor é sua natureza. Deus reconhece isso. Na Bíblia, Deus chega a dar ordem ao homem para que ele ame sua esposa. É um mandamento de Deus para o marido. Mas não exige isso da mulher. Porque ele sabe que o homem tem dificuldade de amar. Pelo contrário, para a mulher, amar é um gesto natural.

O nome da mulher é AMOR. Amor é sua identidade. Amor é a sua arma de vida e de luta. Antigamente, cantávamos na escola e na igreja: só o amor constrói.

7. Amor é um verbo. Verbo é ação. A natureza do amor não é sentimento ou emoção. Isto pode revelar amor. Mas, não é amor. Amor não é um simples estado de espírito fora da realidade. Ele é o componente básico e essencial para nos sobreviver nos relacionamentos. Aliás, amor é um verbo que exige um objeto. O amor exige, no mínimo, duas pessoas: eu e o outro. Eu não amo o nada. Eu amo alguém ou, no mínimo, amo alguma coisa. Ou melhor: eu amo pessoas (incluindo Deus) e gosto de coisas. Eu não amo a profissão, mas eu gosto dela. Todavia eu coloco na profissão todo o amor que eu tenho por mim.

8. Amor é, também, uma escolha. Como o ódio também é uma escolha. É uma escolha que eu faço e não que os outros fazem por mim. Em toda e qualquer situação da vida – na alegria e na tristeza, no sucesso e no fracasso, na família e no trabalho – é o amor que nos faz mulheres melhores, que nos fortalece. Parafraseando uma passagem bíblica, podemos nos arriscar e dizer: “tudo posso no amor que me fortalece”. Este amor, por natureza, está em mim. É ele que nos faz melhores filhas, melhores namoradas, melhores esposas, melhores mães, melhores profissionais. É o amor que nos qualifica e nos diferencia como pessoas. Em todo lugar que estejamos e com quem vivemos é o amor que não nos deixará corromper. A mulher que se corrompe é coisa.

9. O amor vivido em espírito e em verdade, não, em pura emoção e sentimentalismo, enche a vida. Dá direção e sentido ao que pensamos e fazemos. Transforma e perfuma os lugares onde estamos e as pessoas que nos rodeiam. Principalmente as pessoas mais íntimas.

10. Aqui, eu repito a pergunta: Você ama a mulher que você é? Você ama esta mulher que está em você?.

O sucesso de sua vida, como mulher dona de casa, como funcionária, como empreendedora, como “socielaite”, depende, em primeiro lugar do amor que você tem a você. Quanto maior for o amor por você melhor e mais mulher será você. Mas, cuidado: o seu amor por você não combina com fechar-se no quarto do egoísmo ou com a busca da “idolatração” e dos “paparazzis”. Nada pode matar a nossa natureza de ser mulher. Se isto acontece, nós nos tornamos aberrações da natureza. E, hoje, a cada dia, por uma cultura falsa e leviana, a mulher está se tornando aberração feminina. A mídia está brincando com as mulheres. E elas estão aceitando a brincadeira. Basta ver “as novas identidades” presentes no mundo da mulher: mulher melancia e outras.

11. Parafraseando, mais uma vez, uma passagem bíblica, você poderia dizer, sem medo de errar: “não sou eu quem vive, é o amor que vive em mim”. Este é o princípio que deve orientar a nossa vida e a nossa vocação de mulher. Ser mulher é uma vocação. É uma missão. Se isto for verdade, nenhuma atividade, nem mesmo a profissão vai contrariar minha natureza feminina, ou os papeis próprios de mulher.

É tudo uma questão de sabedoria, discernimento e maturidade. O espírito feminino de mulher pode humanizar o trabalho profissional e as atividades esportivas. E a disciplina profissional e esportiva pode enriquecer o relacionamento familiar. Em tudo que vivemos e fazemos há lições. O método de aprendizagem é querer ver e querer ouvir. Ver com os olhos do amor. Ouvir com os ouvidos do amor. Se não houver sabedoria, discernimento e maturidade, estará sempre presente o perigo da corrupção moral, intelectual e espiritual.

12. Você precisa estar atenta às prioridades dos valores colocados por Deus, no ato da criação do ser humano e das relações: primeiro: sou filha de Deus; assim sou amor; segundo: sou esposa; isto significa que meu esposo é a minha prioridade; terceiro: sou mãe; por isso entendo que meus filhos são a minha segunda prioridade; quarto: sou profissional ou ministra em minha igreja. Qualquer mudança nesta ordem desvirtua qualquer relação e a confusão passa a dominar nossa vida. Nada é pior do que um relacionamento quebrado.

As revistas têm mostrado testemunhos que mulheres para não perderem filhos e maridos, por um tempo, deixam sua profissão e voltam para sua casa, para assumirem o papel de mãe e esposa.

13. Ser mulher, esposa e mãe não tem poder de apagar os sonhos de realizações pessoais. Sonhar faz parte da minha identidade. Isto, desde que a mulher saiba quem ela é e saiba o que ela quer da vida. Mulher sem identidade e sem propósitos é uma mulher oca. É uma mulher estéril em qualquer lugar e tempo que viva. Não tem nada a oferecer e nada a receber.

14. Onde está a mulher que se ama, ama e é amada, está a vida. A vocação e a natureza da mulher deixa isto muito claro quando Deus quis que de dentro dela viesse a vida em forma de criança. A mulher que se ama e ama está sempre gerando vida e graça na família, na igreja, nos eventos sociais e nas empresas.

15. Seja você como mulher com propósitos, em amor, bênção de vida abundante onde quer que você esteja.






Por:Prª Maria Edith P Campos
10/12/2011